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Em Niterói, apresentação dos trabalhos durante execução do protocolo IATA destaca avanços na transição agroecológica

A instrumentalização da iniciativa entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio) e Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade (Seas), aconteceu. Depois de diversas etapas de teste e aprimoramento da ferramenta, que envolveram técnicos e extensionistas da Empresa, e agricultores selecionados para a aplicação inicial, a sede da Emater-Rio, em Niterói, foi palco da entrega do protocolo IATA  (Instrumento de Avaliação da Transição Agroecológica). 

Com a premissa de aplicar um modelo que permita a definição da caracterização das fases de transição agroecológica dos agroecossistemas nas unidades de produção, serão utilizadas em diferentes dimensões, tais como econômica, social,  técnica, cultural, ambiental e saúde, o protocolo tem por definição a caracterização das fases de transição agroecológica nos agroecossistemas (Unidades de Produção). O desenvolvimento na criação da ferramenta contou com a participação dos técnicos extensionistas da Emater-Rio Guilherme Strauch, Patrícia Giannini e João Batista, garantindo que os critérios sejam adequados à realidade do estado.

Na abertura do encontro, o presidente da Emater-Rio, Marcelo Costa, enfatizou o papel da instituição como catalisadora dessas iniciativas. "Estamos orgulhosos do trabalho realizado até agora, mas sabemos que ainda há muito a ser feito. A Emater está comprometida em continuar apoiando e fortalecendo a transição agroecológica em todo o estado", afirmou.

O extensionista Guilherme Strauch demonstrou entusiasmo com os resultados apresentados durante a reunião. "Estamos muito entusiasmados com o resultado da ferramenta IATA, pois ela reconhece os agricultores engajados em práticas agroecológicas. Essa demanda surgiu dos agricultores familiares que buscaram a Emater-Rio na intenção de comercializarem seus produtos para as escolas a partir do seu reconhecimento como agricultores agroecológicos, ou em processo de transição agroecológica”, destacou o técnico extensionista Guilherme Strauch.

No decorrer da conversa, foram ressaltadas as experiências das Unidades de Produção, colocando em destaque a participação ativa das famílias rurais no processo de transição agroecológica. Essas unidades têm sido vitais para a implementação deste protocolo, que já vem sendo trabalhado ao redor do mundo.

"A transição agroecológica é um passo fundamental para garantir a inserção de agricultores em sistemas agroalimentares sustentáveis", afirmou o GTE de Planejamento da Emater-Rio, João Batista. 

A GTE de Cultura, Patrícia Giannini, destacou a importância do mesmo como uma ferramenta para monitorar e avaliar o progresso da transição agroecológica em todo o estado. "Com dados precisos e informações relevantes, podemos orientar políticas públicas mais eficazes e apoiar ainda mais os agricultores em sua jornada rumo à sustentabilidade", ressaltou.

Dentre os participantes da reunião, estavam presentes a Subsecretária de Mudanças Climáticas, Marie Ikemoto, o Subsecretário de Agricultura do Estado, Felipe Brasil, e o Coordenador Executivo do Conexão Mata Atlântica, Gilberto Pereira.

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