Agenersa presente em CPI da Alerj que discute problemas no fornecimento de energia elétrica na Baixada Fluminense

Agenersa presente em CPI da Alerj que discute problemas no fornecimento de energia elétrica na Baixada Fluminense
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Região tem apenas uma equipe de técnicos para cada 3.500 domicílios

O conselheiro e vice-presidente da Agenersa, Silvio Santos Ferreira, participou de audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) que investiga irregularidades no fornecimento de luz por parte das concessionárias de energia elétrica. A reunião foi realizada nessa sexta-feira (24/05) em Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense mais afetado pela falta de luz causada por um temporal em abril, que deixou milhares de moradores sem luz.

“Nós não regulamos nem fiscalizamos os serviços das concessionárias de energia elétrica no Estado porque é necessário convênio entre a Agenersa e a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel. Nos moldes atuais, o convênio restringe a fiscalização dos problemas locais, mas vamos retomar as tratativas porque é importante e urgente que os usuários tenham a quem recorrer. Os números apresentados pela Light na audiência são muito aquém do esperado para a região com mais de um milhão de domicílios”, disse Silvio Santos.

Presente na audiência, o presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), afirmou que a população da Baixada Fluminense precisa de mais atenção principalmente em relação à falta recorrente de energia elétrica e a cobrança de multas por meio do Termo de Ocorrência de Irregularidade (TOI). “Sabemos das dificuldades da Light, mas precisamos ter atenção com o TOI. A empresa chega numa casa sem perícia e aplica o termo. Isso aconteceu em vários municípios da Baixada”, afirmou.

Reclamações

As reclamações dos moradores de Nova Iguaçu foram ouvidas durante a audiência. Aline da Silva, de 19 anos, afirmou que depois do último temporal, ela ficou sem luz em sua residência por 48 horas. “Tentamos falar com a Light e nada. E ainda perdemos nossa geladeira porque queimou, perdemos comida porque estragou. Moro em Nova Iguaçu desde que nasci e a falta de luz sempre acontece aqui”, disse a moradora do bairro Parque Flora.

A presidente da CPI, deputada Zeidan Lula (PT) afirmou que vai cobrar junto ao governo uma fiscalização em cima das concessionárias de energia elétrica. “O que mais tem são reclamações por causa das multas. Os funcionários chegam de forma irregular acusando os moradores, sem perícia, de furto de energia elétrica. O relógio é retirado. Tem que haver fiscalização do governo. Temos que discutir a produção de energia alternativa como a eólica para diminuir a demanda de hidroelétrica e também aumentar a produção da energia solar.” A parlamentar disse ainda que CPI participará de uma audiência pública na câmara dos deputados em Brasília no dia 4 de junho.

O relator da CPI, deputado Max Lemos (MDB) defende que a Light perca a concessão caso não seja feito um planejamento eficiente para resolução dos problemas. “Vamos fazer no relatório final um raio-x e apontar as soluções que julgamos necessárias. Se a Light não apresentar um planejamento iremos recomendar ao governo federal que a concessão não seja renovada", explicou.

Light S/A

Recordista de ações judiciais, a Light S/A afirmou durante a audiência pública que possui 310 equipes na Baixada Fluminense, o que significa apenas uma equipe para pouco mais de 3.500 domicílios. A concessionária disse ainda que está investindo, desde 2017, R$ 50 milhões em melhorias para os clientes da região.

Segundo a Light, o maior problema enfrentado hoje pela concessionária é o furto de energia elétrica, sendo que 39% de todas as ocorrências deste tipo no Rio de Janeiro ocorrem na Baixada Fluminense. “O furto de energia elétrica é o grande problema da sociedade do Rio de Janeiro. Tanto a Light quanto a Enel sofrem do mesmo mal. Se não houvesse furto a população pagaria uma conta 15% mais barata”, disse o superintendente de disciplina de mercado da Light, Daniel Negreiros.

Com informações da Alerj

 


 

25-05-2019

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