Agenersa presente em audiência pública na Alerj que debateu proposta da nova estrutura tarifária da Cedae
O estudo determinado pelo Conselho Diretor (CODIR) da Agenersa à Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) para modificar a estrutura tarifária da Cedae, foi tema de audiência pública realizada pela Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta terça-feira (05/11). A Agenersa foi representada pelo gerente da Câmara Técnica que regula as atividades da Cedae, Roosevelt Brasil.
Ele explicou que a proposta da nova estrutura tarifária da Companhia já havia sido apresentada e debatida pelo CODIR em audiência pública na Agenersa, que está analisando a proposta, desenvolvida de acordo com o modelo da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA MG). "Esse redesenho é necessário em função das várias demandas de usuários, condomínios e até do Ministério Público. Esse novo modelo começou pela COPASA e a Cedae deve ser a segunda a adotar no Brasil. O usuário não quer pagar mais do que ele consome. Essa nova modelagem traz mais transparência e é mais justa para o consumidor", afirmou.
De acordo com informações da Assessoria de Comunicação da Alerj, com a nova proposta de modelagem tarifária da Cedae, aproximadamente 52% das residências poderão ser beneficiadas com redução no valor de suas contas. A informação foi passada pelo diretor financeiro da Companhia, José Bandeira de Mello Jr., durante a audiência na Assembleia.
Bandeira afirmou que caso o novo redesenho tarifário seja aprovado pelo CODIR da Agenersa, os setores comercial e residencial terão uma expressiva redução nas contas e a inadimplência também cairá. "Hoje temos um índice alto de inadimplência, mas quando as contas ficarem mais baratas vai facilitar para que o consumidor possa manter as suas contas em dia. Vai pagar mais, quem gasta mais. O pequeno consumidor será beneficiado", garantiu.
Para ele, as modificações aumentam a transparência e incentivam o consumo consciente. “As mudanças objetivam tornar mais transparente a relação com nossos clientes e a trabalharmos ainda mais alinhados com as normas e diretrizes da política ambiental, reduzindo o desperdício”, explicou. Ele informou também que as modificações não implicariam nos critérios já existentes de acesso ao benefício da tarifa social.
O presidente da Cedae, Helio Cabral, informou que serão investidos R$ 40 milhões no parque de hidrômetros. "Temos um milhão e 200 mil hidrômetros e cerca de 400 mil consumidores que pagam por estimativa, calculada pelo tamanho da casa ou simplesmente porque a empresa não foi lá colocar o hidrômetro. Com essa nova modelagem tarifária teremos uma medição progressiva de consumo para que a pessoa pague exatamente o que gasta. Nós vamos acabar com a cobrança por estimativa. A Cedae só irá cobrar o que estiver marcado no relógio", afirmou Cabral.
Presidente da comissão, o deputado Gustavo Schmidt (PSL) aprovou o novo modelo proposto pela Cedae. "Fiquei muito satisfeito com o que foi apresentado aqui. A companhia foi transparente, não escondendo números e demonstrando o quanto é importante esse redesenho tarifário. A comissão continuará a fiscalizar e a acompanhar as mudanças", afirmou o parlamentar.
Os deputados Luiz Paulo (PSDB), Lucinha (PSDB), Carlos Caiado (DEM) e Jair Bittencourt ( PP) também participaram da reunião. (Com informações da Alerj)