Técnicos da Agenersa fazem vistoria em residências e reservatórios da Cedae

Técnicos da Agenersa fazem vistoria em residências e reservatórios da Cedae
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Engenheiros da Agenersa participaram de vistoria técnica conjunta com órgãos ambientais e vigilâncias sanitárias municipal e estadual na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nesta segunda-feira (13/01). As informações embasarão decisão do Conselho Diretor (CODIR) da Agenersa no processo regulatório aberto para acompanhar os procedimentos realizados pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) para o correto e eficaz restabelecimento do abastecimento de água na Região Metropolitana, que no início da semana passada apresentou mudanças na coloração, gosto e forte odor.

A vistoria foi realizada no Novo Alto Recalque e Laboratório de Análise da Água de Guandu, que é a ETA responsável por cerca de 80% do abastecimento de água potável distribuída pela Cedae na Região Metropolitana. “Pudemos perceber que os técnicos da Cedae continuam realizando o monitoramento da água a cada hora para verificar a sua qualidade. Também acompanhamos a coleta feita pelas vigilâncias sanitárias e iremos solicitar os resultados das análises para acostar ao processo regulatório”, informa o gerente da Câmara de Saneamento da Agenersa, Luiz Calos Miranda.

Representantes do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do Ministério Público do Rio e do Instituto Estadual do Ambiente também participaram da vistoria.

Fiscalização nas zonas Sul e Norte do Rio e Baixada

Na semana passada, técnicos da Agenersa realizaram vistorias em residências nos bairros de Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, Tijuca, na Zona Norte, e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O Reservatório dos Macacos e Açude, localizado no Horto, Zona Sul, também foi alvo de vistoria dos engenheiros das Câmaras Técnicas da Agenersa.

De acordo com normas da agência reguladora, a água fornecida pela Cedae deve seguir padrões definidos pelo Decreto Federal 5.440/2005 e Portaria do Ministério da Saúde 2914/2011. “Através do Vigiagua são definidos os parâmetros para elaboração do Plano de Amostragem das Análises da Qualidade da Água para Consumo Humano a ser realizado pela Cedae e a posterior conferência dos resultados com outras análises feitas pela Secretaria Municipal de Saúde”, explica o engenheiro da Agenersa, Roosevelt Brasil.

A Agenersa abriu o Processo Regulatório E-22/007/003/2020 para acompanhar os procedimentos realizados pela Cedae para o correto e eficaz restabelecimento do abastecimento de água na Região Metropolitana, e recebeu nesta segunda as informações prestadas pela Companhia. “Teremos todas as informações do nosso corpo técnico e das vigilâncias sanitárias como base para contrapor os esclarecimentos prestados pela Cedae para nossa decisão final, que só poderá ser divulgada após julgamento do processo em Sessão Regulatória. Mas caso seja comprovada falha nos procedimentos da Cedae que comprometa a qualidade da água fornecida e coloque em risco a saúde dos usuários, ela pode ser penalizada em multa que pode chegar a até R$ 5 milhões”, diz o presidente da Agenersa, Luigi Troisi.

 


 

13-01-2020

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