Agenersa promove palestra sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho
Ação faz parte do processo de reestruturação da agência, que incluiu criação do Plano de Integridade e a atualização do Código de Ética e Conduta.
A Agenersa recebeu nesta quinta-feira (16/03) a Delegada Gabriela Von Beauvais, diretora do Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Rio de Janeiro (DGPAM), para a palestra: "Ética e respeito nas relações no ambiente de trabalho". Com foco no combate ao assédio e à violência contra as mulheres, a apresentação está em consonância com trabalho criação do Plano de Integridade e da atualização do Código de Ética e Conduta da agência. A Agenersa passa por sua maior transformação desde a criação do órgão, em 2005. Em um ano, ampliou o quadro de servidores em 50% e, no início do mês, realizou seu primeiro concurso público, com abertura de 50 vagas.
O evento lotou o auditório da agência. Apesar da seriedade do tema, a especialista fez uma apresentação leve e bastante informativa, que manteve a atenção das dezenas de servidores que acompanharam a palestra. A delegada apresentou o conceito do que é assédio e suas diferentes manifestações, principalmente moral e sexual.
"Assédio consiste numa perseguição insistente e inconveniente, que tem como alvo uma pessoa ou grupo específico, afetando sua paz, dignidade e liberdade. É um comportamento desagradável ou incômodo a que alguém é submetido repetidamente", explicou. Além disso, a especialista deu vários exemplos de como o abuso se manifesta no ambiente de trabalho. Tirou dúvidas, demonstrou como evitar esse tipo de ocorrência e como procurar ajuda, caso alguém seja vítima de assédio.
"Rigor excessivo, confiar tarefas inúteis ou degradantes, desqualificação ou críticas em público, isolamento ou inatividade forçada, ameaças explícitas ou veladas e controle de tempo no banheiro são alguns exemplos de situações de assédio moral no trabalho", declarou a diretora-geral do Departamento de Atendimento à Mulher. "Já no caso do assédio sexual, as manifestações mais comuns são insinuações, explícitas ou veladas, gestos ou palavras, contato físico não desejado, promessas de tratamento diferenciado, chantagens, ameaças de represálias, solicitação de favores sexuais, convites impertinentes e exibicionismo", acrescentou. No encerramento, a ouvidora da Agenersa, Michele Lopes, e o corregedor, Carlos Abreu Filho, deram orientações aos servidores de como proceder, se forem vítimas de assédio.
O tema se torna ainda mais relevante com a chegada de servidores de outros órgãos, além de estagiários de níveis superior e médio. São profissionais de diversas especialidades e com históricos diferentes, que precisam estar em sintonia com a nova cultura do órgão. Alinhada a esse novo contexto, a Assessoria de Relações Institucionais (Asrin) vem promovendo uma série de eventos para aprimorar as relações e o ambiente de trabalho.