Agenersa pede mais detalhes a concessionária sobre socorro a vítimas de adutora

Agenersa pede mais detalhes a concessionária sobre socorro a vítimas de adutora
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Agência reguladora investiga causas do rompimento e monitora respostas da Rio+Saneamento e atendimento às famílias atingidas.

A Câmara de Saneamento (Casan) da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), solicitou à concessionária Rio+ Saneamento um relatório detalhado sobre as ações adotadas desde o rompimento de uma adutora em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no sábado (25/03). A agência reguladora também cobrou detalhes sobre os investimentos que serão realizados para aumentar a segurança no entorno das adutoras e mitigar o risco de rompimentos que coloquem em risco a população.

A agência reguladora vistoriou 100% dos imóveis atingidos, acompanhou o processo de limpeza e o atendimento prestado pela concessionária a 250 pessoas. Dezenove famílias foram acomodadas em hotéis. Também foram distribuídos 186 colchões, 3.417 refeições e 6.300 litros de água. Atendendo ao plano de contingência previsto no contrato de concessão, a empresa utilizou caminhões-pipa para distribuir 160 mil litros de água para as regiões que tiveram o abastecimento afetado.

A Casan finalizou nesta quinta-feira (30/03) o relatório de campo sobre o acidente, após vistorias realizadas entre sábado e segunda-feira. O documento preliminar aponta que o vazamento foi identificado às 9h10, quando o Centro de Controle Operacional identificou uma variação incomum na pressão hidráulica na Interligação Guandu-Lameirão. A adutora que se rompeu tem 13 quilômetros de extensão e 1,75 metro de diâmetro. Com capacidade de 4.500 l/s, responde por 10,4% do volume fornecido pela Estação de Tratamento de Água do Guandu. A tubulação assegura o abastecimento dos bairros de Campo Grande, Santíssimo, Senador Vasconcelos, Senador Camará, Sepetiba, Guaratiba, Ilha de Guaratiba e Barra de Guaratiba, além de contribuir para o fornecimento das zonas Sul e Norte e da região da Barra da tijuca e Jacarepaguá.

Em uma análise inicial, técnicos da empresa avaliam que a causa mais provável foi uma alteração de pressão no sistema, associada ao desgaste da tubulação. O último registro de rompimento da adutora, da década de 1970, é de 2018. O acidente provocou ainda um vazamento em uma segunda adutora, que passa ao lado da principal e abastece áreas de Santíssimo. O fornecimento de água na região foi restabelecido no domingo e, na terça-feira (28/03), três dias após o rompimento, voltou à capacidade máxima.

A Agenersa está monitorando a assistência da concessionária Rio+Saneamento às vítimas que tiveram casas e lojas invadidas pela água. A agência mantém contato permanente com 99 famílias e comerciantes. Até quarta-feira (29/03), a empresa havia fechado acordo de indenização com nove famílias. Quatro já receberam os valores acordados.


 

30-03-2023

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