Reunião com Ministério Público busca alinhar ações para melhorar abastecimento em locais críticos
Levantamento destaca os cinco municípios com maiores índices de reclamações: São Gonçalo, Maricá, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro.
Nesta quinta-feira (21/05), a Agenersa recebeu representantes do Ministério Público do Rio de Janeiro para discutir alternativas que possam solucionar problemas de abastecimento de água em localidades que apresentam altos índices de reclamações pelos usuários.
A parceria entre Agenersa e MP-RJ foi imprescindível para identificar as áreas mais afetadas. Por meio dos dados extraídos da ouvidoria, o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva do Consumidor, do Contribuinte e de Proteção de Dados Pessoais (CAO consumidor e contribuinte) e a Área de Atuação Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (GAEMA) mapearam as localidades com maiores incidências em reclamações e recorrências, subdividindo-as em bairros e ruas. Destacou-se como áreas com mais necessidade de atenção os municípios de São Gonçalo, Maricá, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro. O resultado foi apresentado a Agenersa com o objetivo de complementar a fundamentação com informações técnicas e assim buscar soluções para melhorar a oferta do serviço de água nessas regiões.
Os dados apresentados pelo MP-RJ convergem com o trabalho desenvolvido pela Câmara de Saneamento e Ouvidoria da agência, o que vai facilitar o trabalho em conjunto. O método analítico de identificação de situações críticas permite fazer uma leitura das ocorrências por meio de georeferenciamento e direcionar esforços para essas áreas. Nesse contexto, vale destacar a relevância da ouvidoria da Agenersa no desenvolvimento desse trabalho. O setor vai além da escuta, atuando também na solução dos problemas, o que permite que outros setores desenvolvam suas atividades essenciais.
O presidente da Agenersa, Rafael Menezes ressaltou a importância do trabalho em parceria entre as instituições no sentido de buscar uma solução concreta. Menezes sugeriu a abertura de processo regulatório para as localidades com índices acima do normal, comunicando ao respectivo promotor atuante na área.
O encontro contou com a participação das Promotoras de Justiça Christiane de Amorim Cavassa Freire, Gisela Pequeno Guimarães Corrêa e Fernanda Nicolau Leandro Terciotti e o engenheiro da computação Elias Borges Viana. Representando a Agenersa, estiveram presentes o presidente Rafael Menezes, o Procurador Marcus Vinicius Barbosa, a Conselheira Gisele de Lima Pereira, A Secretária Executiva Gisélia Cristina Martins Miranda, a ouvidora Michele Lopes e o Gerente da Câmara de Saneamento Robson Cardinelli.