Agenersa encerra Mês das Mulheres com palestra especial sobre violência psicológica e masculinidade tóxica

Agenersa encerra Mês das Mulheres com palestra especial sobre violência psicológica e masculinidade tóxica
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Na platéia, servidores de ambos os gêneros foram instruídos sobre o assunto

Para encerrar a série de programações especiais do mês da mulher, a Agenersa realizou, nesta segunda-feira (30), o encerramento da temporada que incluiu massagem, sessão de fotos e brindes para as servidoras, com a palestra “Masculinidade tóxica e violência doméstica: o impacto invisível da violência psicológica contra a mulher”. A abertura do evento foi conduzida pela Assessora Institucional e de Cerimonial, Gilda Baltar, que destacou o compromisso da Agência com a promoção de debates relevantes e necessários à sociedade. Em seguida, a Conselheira Diretora Gisele Pereira apresentou a palestrante convidada, a delegada de polícia Renata do Amaral, titular da primeira DEAM Digital da Secretaria de Polícia Civil (SEPOL/RJ).

A palestrante convidada, Renata do Amaral, que possui sólida trajetória na segurança pública, iniciou sua fala com uma reflexão que guiou toda a palestra:
“Nem toda violência deixa marcas no corpo. Mas todas deixam marcas na alma.” – disse.

O tema foi abordado de forma sensível e, a todo momento, a plateia mista foi convidada a refletir sobre novas formas de comportamento que se convertam em uma convivência mais harmônica em todos os espaços sociais, inclusive no ambiente de trabalho. Ao longo da apresentação, a delegada destacou que a violência contra a mulher não é um fenômeno isolado, mas resultado de uma construção histórica e estrutural. Nesse contexto, a violência psicológica aparece como a forma mais silenciosa e, muitas vezes, a primeira etapa do ciclo da violência.

Renata destacou que esse modelo social não impacta apenas as mulheres, mas também os homens, ao limitar sua expressão emocional e contribuir para comportamentos violentos, citando uma frase da escritora Bell Hooks:

“O primeiro ato de violência que o patriarcado exige dos homens não é contra as mulheres, mas contra si mesmos — mutilar sua própria humanidade.” – refletiu a palestrante no momento em que reforçava a participação masculina no debate, especialmente em espaços institucionais e de liderança.

A apresentação também destacou avanços importantes na legislação brasileira, como a Lei Maria da Penha, a recente criminalização da violência psicológica e o PL da misoginia, aprovado no Senado em março deste ano. Levando em consideração as diferentes realidades de mulheres vítimas de violência, Renata do Amaral falou da importância da DEAM Digital, órgão comandado por ela atualmente. A DEAM Digital é uma iniciativa inovadora que amplia o acesso das mulheres à rede de proteção. A delegacia funciona 24 horas por dia, de forma totalmente online, permitindo o registro de ocorrências, a solicitação de medidas protetivas e o envio de provas, como mensagens e imagens. A ferramenta surge como alternativa para mulheres que enfrentam barreiras como medo, dependência financeira, dificuldade de locomoção ou falta de acesso a uma unidade física.

No encerramento, a Assessora de Relações Institucionais da Agenersa, Renata Costa Pompas, destacou a relevância do debate e a necessidade de ampliar essa reflexão para toda a sociedade:

“Saímos daqui com uma reflexão importante sobre nossa postura, nossa fala e a forma como educamos nossos filhos. Esse diálogo precisa ser de todos.”

01-04-2026

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