Agenersa recebe representantes das concessionárias de energia elétrica para alinhar diretrizes de como será a fiscalização após convênio firmado com a Aneel
Durante as reuniões, particularidades da atuação no estado do Rio de Janeiro foram abordadas.
Ocorreu, nesta semana, na sede da Agenersa, a primeira reunião com as concessionárias Enel Rio (16/03) e Light (19/03), após o convênio assinado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O objetivo do encontro foi a apresentação da estrutura da Agência e o alinhamento das diretrizes que serão adotadas na fiscalização, que agora caberá ao regulador estadual. O convênio da Agenersa com a Aneel foi assinado em fevereiro deste ano e já está em fase de estruturação do plano de metas para fiscalização dos serviços de energia elétrica no estado, nas etapas de geração, transmissão, comercialização e distribuição. A iniciativa reduzirá a distância entre o órgão regulador e os consumidores, que antes precisavam acionar a Aneel, em Brasília, para resolver problemas localizados no estado do Rio de Janeiro.
Durante a apresentação, o conselheiro-presidente da Agenersa, Rafael Menezes, ressaltou que hoje a Agência possui uma estrutura robusta para conseguir cumprir com êxito mais esse trabalho: “Hoje, a agência possui quase 200 servidores, dentre eles 50 oriundos do primeiro concurso público da história, ocorrido em sua gestão. Todos os setores foram reestruturados, principalmente a Procuradoria, que conta com a chefia de um procurador do Estado de carreira, o Dr. Marcus Vinícius Barbosa, assim como houve reformulação da Ouvidoria e da Câmara de Energia”.
De acordo com Francesco Moliterni, presidente da Enel Rio, sua Ouvidoria será o órgão principal para a negociação com os usuários e também para o relacionamento com a Agenersa: “Confirmo a máxima colaboração, transparência e legalidade, que são valores fundamentais para diálogos de longo prazo e compromisso, como o que pretendemos ter com a agência reguladora”, ressaltou.
Pela Light, seu presidente, Alexandre Nogueira, destacou que a concessionária, que possui mais de um século de história, retornará, em 2027, para sua antiga sede na Avenida Marechal Floriano, no Centro do Rio, com mais de 1.200 funcionários e um novo modelo de gestão — uma empresa sem paredes entre setores, para atuar de forma mais integrada, com foco no consumidor. A ideia da concessionária é investir em infraestrutura para que a falta de luz não impacte o dia a dia do cidadão fluminense que possui abastecimento regular, além de trazer para a regularidade mais de um milhão de usuários que hoje consomem energia sem possuir cadastro oficial na empresa: “O Rio de Janeiro é o único estado do país cujo orçamento de segurança pública é maior que outros orçamentos. Com isso, a empresa, durante muitos anos, deixou de investir em ampliação e modernização da rede elétrica, pois precisava mitigar os problemas causados pela atuação em áreas de violência. Agora, o foco é, a longo prazo, atuar melhorando esses ativos depreciados, como em Copacabana, cuja modernização pode demorar de 15 a 20 anos, mas vai acontecer”, disse.
Em ambas as reuniões, o compromisso firmado de transparência pelas concessionárias já marca os primeiros passos dessa fiscalização, estabelecida com empresas maduras, já atuantes no mercado há muitos anos e aptas para uma nova fase, na qual a proximidade das relações pode angariar os benefícios almejados.
