Operação Verão: Agenersa fiscaliza falta d’água em período de calor extremo e cobra providências das concessionárias

Operação Verão: Agenersa fiscaliza falta d’água em período de calor extremo e cobra providências das concessionárias
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Adequações estruturais serão necessárias em algumas regiões para a normalização do abastecimento

Atenta às reclamações dos usuários sobre os crescentes problemas de abastecimento de água em diversos bairros do Rio de Janeiro, a Agenersa realizou uma ação emergencial de fiscalização na Zona Oeste, região mais afetada pela falta d’água no último mês. O período foi marcado por altas temperaturas, que ultrapassaram os 33 °C, com sensação térmica em torno de 40 °C. A operação ocorreu após o registro de diversas manifestações na Ouvidoria da Agenersa. As equipes estiveram em contato direto com moradores de Campo Grande, Realengo e Padre Miguel, ouvindo relatos e verificando as condições do serviço prestado.

Em Padre Miguel, a fiscalização foi realizada na Rua Castelo de Guimarães, onde a equipe ouviu o proprietário do imóvel, Jonathan Ferreira Lemos, e avaliou as condições de abastecimento no local. Segundo o morador, o fornecimento de água ocorre de três a quatro vezes por semana. O lote abriga três residências, que compartilham uma única ligação de água, atendidas apenas por reservatórios superiores independentes. A residência possui um reservatório com capacidade para 1.000 litros, volume que, de acordo com o relato, não tem sido suficiente para garantir o abastecimento regular nos períodos de falta d’água.

Para Jonathan Ferreira, que também denunciou o problema nas redes sociais, a presença da Agenersa foi fundamental:

“A equipe esteve no local, identificou o problema e já está notificando a concessionária. A falta d’água não pode ser tratada como algo normal.”

Outro morador da região, Edson Cândido, da Vila Guaraci, também demonstrou insatisfação.

“Pagamos pelo serviço e não vemos uma resposta adequada. É uma situação muito desagradável. A presença da Agenersa aqui hoje nos dá esperança de que o problema seja resolvido.”

Em Realengo, os agentes identificaram intermitência no fornecimento e baixa pressão da água, o que impedia que o abastecimento chegasse adequadamente aos reservatórios das residências, além de vazamentos em via pública. Moradores relataram que, em alguns momentos, a água chegava apenas durante a madrugada, dificultando o uso regular do serviço.

Já em Campo Grande, a equipe técnica constatou falta recorrente de água em alguns pontos. Os moradores informaram que já haviam feito diversas reclamações à concessionária Rio+Saneamento, sem retorno efetivo, e destacaram os impactos da falta de água na rotina das famílias.

De acordo com os relatos, o problema ocorre com freqüência, e muitos moradores afirmaram que passaram o Natal sem água, precisando acordar de madrugada para armazenar o pouco volume disponível e garantir o consumo ao longo do dia. 

Durante a fiscalização, realizada no dia 30 de dezembro, equipes técnicas da Agenersa realizaram vistorias em imóveis e nas ruas para identificar falhas no abastecimento e adotar as medidas necessárias. As vistorias apontaram falta de água recorrente, fornecimento irregular, baixa pressão e a necessidade do uso de uma bomba de água em vários imóveis. Em alguns locais, a água chegava apenas durante a madrugada, em quantidade insuficiente para atender às necessidades das famílias. A equipe técnica também identificou vazamentos em via pública e situações em que a água não conseguia chegar aos reservatórios superiores, inclusive em áreas planas, o que indica a necessidade de ajustes operacionais por parte da concessionária.

Diante do que foi apurado, a Agenersa comunicou a concessionária, que adotou medidas emergenciais, como a solicitação de caminhão-pipa, para reduzir os impactos imediatos da falta do recurso. A Agência também destacou a necessidade de uma análise técnica mais aprofundada, uma vez que a normalização definitiva do serviço depende de intervenções estruturais, que demandam mais tempo para serem realizadas, especialmente durante o período de recesso e festas de fim de ano.

A Agenersa reforça que segue acompanhando o caso junto à concessionária, para garantir que as adequações necessárias sejam realizadas dentro dos prazos estabelecidos. Sobre o papel da escuta ativa da população, Michele Lopes de Farias, Ouvidora-Geral da Agência, destaca que “a importância do setor reside no contato direto e permanente com a concessionária, o que possibilita a mediação eficaz das demandas dos usuários”.

 

08-01-2026

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