Agenersa participa do seminário “A Força do Petróleo do Rio de Janeiro – Um Gigante Energético” que reuniu autoridades e expoentes do setor
Promovido pela Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar), a primeira do país a se dedicar exclusivamente ao tema, o seminário “A Força do Petróleo do Rio de Janeiro – Um Gigante Energético” foi realizado nesta quinta-feira (10/04), no Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca. Autoridades e grandes nomes do setor se reuniram para discutir o papel estratégico do estado do Rio de Janeiro na indústria petrolífera nacional.
Na cerimônia de abertura, o Governador Cláudio Castro enfatizou o protagonismo do Rio de Janeiro no setor energético ressaltando a importância do segmento para a economia do país.
“Os números mostram que o Rio de Janeiro é a capital energética do Brasil, é o local mais importante desse setor. Eu falo sempre que o Rio de Janeiro é mais importante para o Brasil energeticamente do que o Texas para os Estados Unidos. E o Texas é um estado rico nos EUA”, declarou o governador.
Castro também citou sobre a necessidade da reformulação do pacto federativo a respeito da distribuição dos royalties de petróleo. Segundo ele, os recursos destinados à União deveriam ser revertidos para que o próprio Estado investisse em infraestrutura, além de promover melhores condições para a população e para o empresariado.
Dados do setor evidenciam o estado como um dos maiores polos da indústria petrolífera global, sendo responsável por 89% da produção de petróleo e 76% da produção de gás natural no país. De acordo com a Secretaria de Fazenda (Sefaz-RJ), a extração de petróleo e gás correspondeu a mais de 90% das exportações do estado, movimentando cerca de R$ 41,72 bilhões.
Segundo o secretário da Seenemar, Cássio Coelho é fundamental a união de forças entre governo, setor privado e sociedade para impulsionar o desenvolvimento do Rio de Janeiro.
“O petróleo e o gás seguem sendo pilares da nossa economia, mas é olhando também para as energias renováveis que construiremos um futuro energético mais diversificado, resiliente e justo para todos”, disse Cássio.
Durante o evento, executivos do setor enalteceram a importância das agências reguladoras que precisam ter recurso para investir e intensificar em fiscalização.
Em sua participação no painel Regulação e Fiscalização no Setor de Combustíveis, o Conselheiro da Agenersa, Vladimir Paschoal destacou a importância da modicidade tarifária.
“A nossa indústria reclama, com razão, do alto custo do gás. Afinal, ela concorre com indústrias de outros países pagando um preço mais alto pelo gás. Como agentes reguladores, adotamos desde o início uma abordagem colaborativa para o mercado livre, com o objetivo de garantir uma abertura harmônica. Isso traz mais dinamismo para o mercado, gás mais barato, empregos e desenvolvimento para o estado”, disse Paschoal.
Outro ponto destacado por Paschoal se refere à transição energética tão crucial para garantir um futuro sustentável, ao substituir fontes de energia poluentes por fontes renováveis.
“É impensável planejar a distribuição sem incorporar o biometano. Temos hoje no estado do Rio de Janeiro, a maior planta de biometanodo Brasil, mas ela ainda não está integrada à rede de distribuição. Os produtores não utilizam nossos ativos para alcançar novos mercados, e a distribuição não se beneficia desse recurso, que poderia agregar valor à concessão e contribuir para a modicidade tarifária, além de apoiar a transição energética”, finalizou Vladimir.
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