Agenersa encontra irregularidades durante fiscalização da obra de ampliação e reforma da Estação de Tratamento de Esgoto Barra da Tijuca
Ao custo de R$147 milhões, a ETE Barra da Tijuca, estruturante para a região, recebeu a equipe de engenheiros da Câmara de Saneamento da Agenersa nesta sexta-feira (06/09) para visita técnica à planta localizada na Avenida Ayrton Senna e acompanhamento do andamento das obras de ampliação e melhorias no sistema de abastecimento e esgotamento sanitário.
Prevista para iniciar suas operações em julho de 2025, conforme cronograma da concessionária Iguá (bloco 2), a ETE Barra estima beneficiar cerca de 1,2 milhão de moradores da região, que compreende os bairros da Barra da Tijuca, Camorim, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Gardênia Azul, Anil, Grumari, Itanhangá, Jacarepaguá, Joá, Pechincha, Recreio, Tanque, Taquara, Vargem Grande e Vargem Pequena.
Com a recuperação das estações elevatórias Jacarepaguá, Amil, Península, Marapendi e Quintas do Rio, o complexo terá capacidade de tratar 3,5 mil litros de esgoto por segundo. O objetivo desse sistema é captar todos os resíduos que hoje são despejados irregularmente nas redes pluviais, e após passar por tratamento prévio, serem descartados pelo emissário submarino da Barra da Tijuca pelas vias terrestre e subaquática.
Fundamental para que os efluentes (domésticos e industriais, principalmente) retornem à natureza despoluídos, preservando os corpos hídricos, a Estação de Tratamento de Esgoto é uma unidade operacional que visa garantir os padrões de potabilidade do esgoto.
De acordo com o engenheiro Frederico Menezes, Gerente de Projetos da Câmara de Saneamento, todas essas etapas que compõem o projeto, seja de ampliação ou até mesmo aquisição de novos equipamentos precisam de acompanhamento. Trata-se de um método de gerenciamento que permite comparar o que foi planejado e o que está sendo executado, mitigar possíveis erros com mais celeridade, trazer mais transparência e garantir que o projeto siga o cronograma e o orçamento.
“Encerramos a visita técnica à Estação de Tratamento de Esgoto Barra da Tijuca, mas sem o projeto executivo e a licença ambiental em mãos, o principal apontamento que fizemos in loco é a ETE ser totalmente desviada (by-pass) e não estar fazendo o devido tratamento, além das elevatórias recalcarem direto para o emissário submarino, sem passar pela elevatória final da estação, situação que aumenta o risco de extravasamentos. Em nosso entendimento técnico, a reforma deveria acontecer por etapas para não desativar tudo simultaneamente. Faremos em conjunto com a equipe da agência, o ofício que será encaminhado, posteriormente à Iguá. Nesse documento também iremos solicitar a licença de obra e o cronograma”, concluiu Frederico.
Um processo regulatório foi aberto, que poderá gerar penalidades à concessionária Iguá.