Agenersa acompanha obra em áreas irregulares não urbanizadas
As equipes técnicas da área de projetos da Agenersa e do certificador independente FIPE visitaram nesta quinta-feira (08/08) a execução da obra que faz parte do conjunto de projetos referentes aos investimentos nas Áreas Irregulares Não Urbanizadas (AINUs), no Parque Dois Irmãos, Zona Oeste do Rio. Sob responsabilidade da concessionária Iguá (bloco 2), os engenheiros da agência reguladora foram verificar se a operação está em conformidade com o projeto executivo.
São consideradas AINUs, áreas identificadas pelo Instituto de Urbanismo Pereira Passos, por meio do Sistema de Assentamentos de Baixa Renda (SABREN), incluindo áreas de favelas e aglomerados e que ainda não receberam investimentos de urbanização, conforme classificação da prefeitura do município do Rio de Janeiro.
“A implementação dos investimentos é precedida de um cronograma físico-financeiro desenvolvida pela concessionária e apresentado ao Estado e à Agenersa. Dessa forma, cabe à agência analisar e aprovar tal cronograma com a assessoria do certificador independente FIPE para controlar os investimentos na medida em que o projeto é executado visando garantir o equilíbrio econômico-financeiro. Inclusive durante a inspeção foi constatada que 70% da obra com previsão de entrega para novembro desse ano mantém a data para conclusão” esclarece o chefe de projetos da Agenersa, Frederico Menezes.
O contrato traz como previsão a ampliação do sistema de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, operação e manutenção pela concessionária. Estabelece ainda que o investimento em AINUs será realizado nos primeiros 15 anos de concessão e a definição das áreas decorre de um alinhamento entre concessionária, Estado e o município com prioridade para as regiões que atendam aos requisitos de planejamento de urbanização pelo poder público e maiores condições de segurança.
Entre os objetivos dos projetos nas AINUs estão integrar as medidas de proteção e recuperação dos corpos hídricos, incluindo as lagoas de Jacarepaguá e da Tijuca, e a universalização na prestação do serviço de saneamento, medida que deve beneficiar cerca de 11 mil moradores da região ao final da implementação do projeto.