AGENERSA na Rua: reparos em adutoras mobilizam em caráter de emergência equipes de fiscalização
O rompimento de duas adutoras nos últimos dias mobilizou as equipes da Câmara Técnica de Saneamento e da ouvidoria da Agenersa nesta quinta-feira (11/07) para averiguarem os reparos realizados na adutora de médio porte na Rua Verna de Magalhães, em Engenho Novo, Zona Norte da capital e no Hospital Federal dos Servidores do Estado, localizado no bairro da Saúde, Zona Portuária do Rio devido ao rompimento de uma adutora em Manguinhos, áreas sob a responsabilidade da concessionária Águas do Rio (bloco 4) causando desabastecimento nas regiões.
Na Zona Norte, o motivo foi decorrente da queda de uma árvore na Rua Verna de Magalhães na quarta-feira (10/07), que causou o desabastecimento na região. Segundo a regulada, foi preciso fechar o registro para fazer o conserto, tendo o suprimento de água restabelecido na manhã seguinte.
Na atuação in loco com os moradores, fiscais da ouvidoria explicaram o papel da Agenersa como entidade reguladora e fiscalizadora, e pôde constatar que, de fato, o abastecimento havia sido restabelecido. Residente do bairro de Engenho de Dentro, o enfermeiro Marcos dos Santos relatou que teve o sistema de fornecimento de água afetado, mas normalizado em algumas horas. Aproveitando a oportunidade da presença da agência reguladora frisou o alto número de roubo de hidrômetros na região.
Quanto ao Hospital dos Servidores, o rompimento da adutora em Manguinhos no sábado (06/07) impactou diversos bairros, afetando drasticamente a prestação dos serviços na segunda-feira (08/07) que só voltou à operação plena dois dias depois.
De acordo com Raphael Affonso, chefe de infraestrutura do hospital e o coordenador administrativo, Manoel Roque Melo, a concessionária Águas do Rio não comunicou sobre o desabastecimento em tempo hábil. Além disso, houve atraso e recebimento em quantidade insuficiente de caminhões-pipa, uma vez que a direção solicitou 400 mil litros de água e foram entregues apenas 225 mil.
Diante da gravidade num cenário, aproximadamente, de 300 internações, diversas medidas foram adotadas como o fechamento do atendimento ambulatorial e hemodiálise, suspensão de cirurgias de gestante com alto risco materno e a dispensa de parte do quadro de pessoal.
“O desabastecimento compromete o funcionamento do hospital porque há sistemas críticos que são refrigerados a água, como, por exemplo, a central de vácuo e de oxigênio, geradores e o setor de esterilização. Reitero aqui minha crítica à falta de plano de contingência por parte da concessionária”, desabafou Affonso.
No âmbito da Agenersa, um processo regulatório foi aberto para fins de apuração da conduta da regulada, que pode gerar penalidades.