Agenersa acompanha projeto de execução de coletor de tempo seco
A equipe de projetos da Câmara de Saneamento da Agenersa e do certificador independente FIPE vistoriaram, nesta terça-feira (09/07), a execução das obras de implantação de coletores de tempo seco no entorno dos bairros de Jacarepaguá, Gardênia Azul e Cidade de Deus, projeto sob a responsabilidade da concessionária Iguá (bloco 2).
Motivo da visita foi verificar se o investimento aplicado consiste na construção de dispositivos que interceptam esgoto despejado irregularmente na rede pluvial, permitindo o direcionamento adequado para a Estação de Tratamento de Esgoto da Barra, mediante coletores, estações elevatórias e linhas de recalque. A solução é utilizada em áreas urbanas consolidadas ou que apresentaram crescimento desordenado, onde há grande complexidade ou impedimento da implantação de infraestrutura de rede convencionais.
Conforme avaliação do corpo técnico da agência reguladora, o projeto está sendo executado dentro do prazo seguido pelo cronograma e embora algumas etapas já estejam concluídas, não há nenhuma fase em operação. De acordo com o chefe de projetos da Agenersa, Frederico Menezes, o contrato estabelece que após o início da execução pela regulada, haverá um processo de prestação de contas feito pela Agenersa acerca da efetiva realização dos investimentos. “As obras de captações e coletores de tempo seco (CTS) são realizadas após a aprovação dos projetos executivos pela agência reguladora, que na sequência verifica a compatibilização entre o que foi executado e o que foi projetado. Após o término das obras, o cadastro (built) é apresentado pela concessionária para comprovação dos investimentos elencados. Cabe lembrar que as obras são para melhoria dos rios, praias e lagoas, ao interceptar os esgotos nas galerias de águas pluviais e os direcionar para uma Estação de Tratamento, antes que cheguem nos corpos hídricos, mas não resolve totalmente os problemas da poluição para os moradores. Por isso, futuramente, também deve ser realizado o sistema separador absoluto, conforme obrigações contratuais”, disse Menezes.
O Coletor de Tempo Seco trata-se de solução encontrada para, em 5 anos e de forma provisória, alcançar melhorias no saneamento básico no Estado, como a redução da poluição hídrica decorrente do lançamento de esgoto não tratado em galerias de águas pluviais ou corpos hídricos; redução da poluição da Baía da Guanabara e dos seus corpos afluentes e do rio Guandu e melhoria da balneabilidade das praias e lagoas.
Atualmente, já é possível perceber o impacto positivo no meio ambiente com a implantação de coletores a exemplo da Lagoa Rodrigo de Freitas e da Praia do Flamengo, que recuperaram a balneabilidade do local. Rio de Janeiro, Itaboraí, São Gonçalo, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis e Nova Iguaçu serão os próximos municípios a receberem a instalação de CTS.
Em fevereiro de 2023, o projeto para implantação e ampliação dos Coletores de Tempo Seco recebeu do Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Declaração de Empreendimento Estratégico (DEE), que considerou a instalação dos CTS como prioridade, permitindo a aceleração do processo de licenciamento.