Agenersa fiscaliza atuação da CEG no monitoramento independente de bueiros no Rio

Agenersa fiscaliza atuação da CEG no monitoramento independente de bueiros no Rio
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Técnicos da Câmara de Energia (CAENE) da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) fiscalizaram a atuação da Companhia Estadual de Gás (CEG) no monitoramento independente que a Prefeitura do Rio está realizando na rede subterrânea da cidade. De acordo com a prefeitura, das 154 inspeções realizadas, em dois bueiros, ambos no Centro, foram detectadas a presença de gás com alto índice de explosividade: um na Rua da Carioca com a Praça Tiradentes e outro no Largo da Carioca.

“Além de acompanhar o monitoramento, nossos fiscais também estão atentos aos procedimentos que a Agenersa normatizou para que a CEG aja nos casos como o das duas caixas subterrâneas do Centro, que tinham alto índice de explosividade. A concessionária enviou técnicos para os locais em menos de duas horas e está investigando o que causou esse alerta”, explica o conselheiro-presidente da Agenersa, José Bismarck Vianna de Souza.

De acordo com a prefeitura, o protocolo de emergência foi acionado logo que identificados os bueiros com risco de explosão, e as concessionárias Light e CEG foram informadas imediatamente. Os dois bueiros foram abertos e sinalizados para evitar possíveis acidentes, enquanto as empresas concessionárias tomaram suas providências para solucionar o problema.

O monitoramento independente começou na madrugada desta sexta-feira (12/08) por Copacabana, Zona Sul, e se estenderam pelo Centro do Rio. Neste primeiro dia, o trabalho foi realizado por duas equipes em dois turnos que vistoriaram a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, a partir da Rua Francisco Otaviano, em Copacabana, na direção do Leme, além da Rua da Carioca, Rua Sete de Setembro e Praça Tiradentes, no Centro.

As inspeções, que terão duração de seis meses, é uma iniciativa do acordo de cooperação entre a Prefeitura do Rio, Governo do Estado do Rio, Ministério Público e Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ).

A previsão é de que sejam realizados por mês 10.000 monitoramentos em Caixas de Inspeção (CI) e Câmaras Transformadoras (CT). O monitoramento de risco deverá ser feito com detectores de gás (explosímetros), com leitura direta, para verificar a presença de gases inflamáveis. Além disso, as equipes técnicas vão realizar varredura com apoio de um termovisor para verificar a existência de temperaturas acima do recomendado nas instalações elétricas. Além do Centro e Copacabana, o monitoramento será realizado em Botafogo, Laranjeiras, Flamengo e Tijuca.

 


 

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