Conselheiros da Agenersa se reúnem com MPRJ, MPF e Cedae para debater ações de despoluição da Bacia de Jacarepaguá

Conselheiros da Agenersa se reúnem com MPRJ, MPF e Cedae para debater ações de despoluição da Bacia de Jacarepaguá
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Conselheiros da Agenersa se reuniram com representantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Ministério Público Federal (MPF), da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) para debater ações que tragam melhorias para a Bacia de Jacarepaguá. Na ocasião, a Agenersa apresentou detalhes da consulta pública que será aberta a partir da próxima segunda-feira (25/03) para receber sugestões que contribuam para a despoluição das lagoas da Barra da Tijuca e adjacências.

“Por sermos o órgão regulador das atividades da Cedae, estamos responsáveis por abrir a consulta pública e receber as contribuições, que serão avaliadas por uma comissão técnica formada por integrantes da Agenersa, associações de classe, representantes dos Poderes Concedentes e da sociedade civil. A ideia é apresentarmos um documento único com projetos que possibilitem sua inclusão no orçamento de investimentos da Cedae em esgotamento nas áreas da Barra da Tijuca, Recreio, Jacarepaguá e adjacências”, informa o conselheiro-presidente da Agenersa, José Bismarck Vianna de Souza. Os interessados terão até o dia 09 de abril para enviar sugestões.

Para o coordenador do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do MPRJ (GAEMA/MPRJ), promotor de Justiça José Alexandre Maximino, a reunião é mais um avanço para a concretização e acompanhamento das ações acerca do esgotamento sanitário da Bacia de Jacarepaguá. Segundo ele, o trabalho integrado consolida a pauta de reivindicações comuns e direciona esforços na busca por soluções específicas para a região. “É um constante trabalho de investigação do MPRJ e MPF, que também demanda articulação com outros órgãos, pois envolve diagnosticar a rede coletora de esgoto com e sem ligação das unidades prediais; mapeamento das áreas desprovidas de sistema de esgotamento sanitário, inclusive com cruzamento de dados sobre a existência de estações de tratamento de esgoto (ETEs) particulares; e o regular funcionamento das estações elevatórias e das ETEs operadas pela Cedae”, afirma o promotor, que disse ainda que o estudo de concepção para a significativa ampliação da rede de cobertura de esgoto na região, por parte da Cedae, em valor estimado de mais de R$ 1,5 bilhão, também será objeto de consulta e audiência públicas.

Durante a reunião, que também contou com a participação do engenheiro David Man Wai Zee, que faz o controle social das atividades da Cedae nos processos em tramitação na Agenersa relativos à Barra e adjacências, e do coordenador do Subcomitê Lagunar de Jacarepaguá Gustavo Gorayeb (CBH-BG), que representa o consórcio no processo que trata da atuação operacional e investimentos da Companhia em esgoto na lagoas de Jacarepaguá, ficou definido que a Cedae deve apresentar nos próximos dois meses um programa de investimentos com o objetivo de solucionar os problemas de despejo de esgoto nas lagoas da Bacia de Jacarepaguá.

Participaram ainda da reunião, realizada na tarde dessa quinta-feira (21/03), os conselheiros da Agenersa Luigi Troisi e Tiago Mohamed, o procurador da República, Sergio Gardenghi Suiama, e a assessora da Presidência de Contratos de Concessão e Programa de Regulação da Cedae, Sylvana Moreira Azulay.

*Com informações da Comunicação Social do MPRJ.

 


 

21-03-2019

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