Agenersa participa de audiência pública promovida pela Comissão de Minas e Energia da Alerj*
Os conselheiros presidente e vice da Agenersa, José Bismarck Vianna de Souza e Silvio Carlos Santos, participaram da primeira audiência pública deste ano da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Os parlamentares da Alerj pretendem estabelecer uma análise detalhada da produção e distribuição do gás natural no Estado do Rio e a Agenersa, por ser o órgão regulador e fiscalizador dos serviços públicos concedidos à Ceg e Ceg Rio, empresas do Grupo Naturgy, vai contribuir para os trabalhos, pois os deputados também querem avaliar os contratos das concessionárias e propor contrapartidas na área científica e tecnológica no ato da renovação.
O presidente da Agenersa falou sobre os futuros investimentos das concessionárias no Estado do Rio e das tratativas para a viabilização de abastecimento de gás natural de termoelétricas em Macaé e São João da Barra, que estão em fase de construção. “A Agenersa está avaliando as propostas de investimentos da Ceg e Ceg Rio para quarto ciclo de revisões. Também estamos acompanhando as questões pendentes para implantação de usinas termoelétricas no estado. Nós recebemos os empresários dos consórcios Marlim Azul Energia e Gás Natural do Açu. Em Macaé, os investimentos da Ceg Rio estão sendo realizados normalmente. Já em relação ao Consórcio GNA, no Porto do Açu, em razão dos vultosos investimentos e interesse público envolvido, aguardamos definições das análises por parte da nova gestão estadual, que é o Poder Concedente”, disse Bismarck.
A possibilidade de abertura do mercado livre de gás no estado foi outro tema abordado na audiência pública na Alerj. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda, Lucas Tristão, defendeu a abertura do mercado de gás. Ele argumentou que a medida tem um enorme potencial de geração de mais emprego e renda no território fluminense.
“Com essa medida, conseguiríamos reduzir, em pelo menos, à metade o custo dessa energia no estado. O Rio de Janeiro tem apoiado incondicionalmente a nova regulamentação do gás porque acreditamos que vamos conseguir entregar para a população um serviço de qualidade e a preço acessível. Com a entrada de outros players desse segmento industrial, nós reduziríamos o custo energético do Estado do Rio de Janeiro, o que atrairia mais indústrias”, explicou o secretário, que também anunciou a intenção do Governo do Rio realizar estudos visando à canalização de gás natural para comunidades carentes.
Segundo o presidente da comissão, deputado Max Lemos (MDB) um relatório final sobre o encontro será elaborado com a meta da redução de tarifa do serviço de gás prestado no estado. “O objetivo é a prestação de um serviço melhor tanto na produção quanto na distribuição de gás. Nós queremos colaborar para que a produção seja acelerada e fazer um acompanhamento após a elaboração do documento”.
Estudo da Firjan afirma que custo do gás ameaça 40 mil empregos
Em um levantamento preliminar realizado pela Firjan com consumidores de gás natural no Estado do Rio de Janeiro, foi identificado que o aumento contínuo dos preços nos últimos anos está colocando em risco a operação das plantas industriais. Essas empresas são responsáveis por consumir mais de 60% do gás industrial do estado. De acordo com Fernando Montera, especialista em petróleo e gás da Firjan, o alto custo do gás ameaça o emprego de 40 mil pessoas. “Se não conseguirmos que mais empresas participem do mercado de gás não será possível otimizar o quadro.”, explicou.
O encontro aconteceu no auditório Senador Nelson Carneiro, no prédio anexo ao Palácio Tiradentes, nessa quinta-feira (21/03). Também participaram da audiência integrantes das concessionárias de distribuição de gás, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Petrobras e membros da sociedade civil.
*Com informações da Alerj