Programa oferece atendimento multidisciplinar a familiares de pacientes em atendimento na unidade, esclarecendo dúvidas e fornecendo informações sobre a conduta a ser adotada no ambiente hospitalar
Transformar o espaço onde ansiedade é um sentimento comum entre os familiares de pacientes em tratamento foi o que motivou a criação do Programa Sala de Espera, que funciona no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer. Desenvolvido com o objetivo de oferecer mais conforto e tranquilidade para as famílias que aguardam por informações e resultados de procedimentos e cirurgias de alta complexidade realizados no instituto.
- A comunicação entre unidade hospitalar e família de cada paciente faz parte do atendimento. É preciso que as famílias sejam acolhidas e tenham clareza nas informações recebidas, possam tirar dúvidas e falar de seus anseios quanto aos tratamentos. A participação familiar é fundamental para a recuperação dos pacientes – destaca o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.
Com um grupo multidisciplinar, composto por psicóloga, fonoaudióloga, assistente social, enfermeira, nutricionista, fisioterapeuta e odontóloga, o programa promove, semanalmente, o atendimento voltado para familiares e visitantes dos pacientes internados no IEC. Além de amenizar a ansiedade gerada pela situação delicada em si, os profissionais orientam os participantes a respeito das condutas corretas a serem observadas dentro de qualquer ambiente hospitalar e principalmente, no Centro de Tratamento Intensivo. Cada profissional explica o trabalho pelo qual é responsável no tratamento dos pacientes, esclarece dúvidas e fornece informações quanto ao comportamento correto a ser adotado dentro da unidade, sempre com foco na segurança dos pacientes.
- Qualquer ambiente hospitalar gera ansiedade e demanda cuidados bastante específicos para a presença das famílias, que têm papel muito importante no tratamento dos pacientes. Em uma ocasião, tivemos um familiar que deu água para uma paciente e não sabia que ela não poderia ingerir líquidos. O resultado foi uma piora no quadro da paciente. Aliado a esse tipo de situação, notamos a apreensão dos familiares e essa atenção da equipe multidisciplinar ajuda a tranquiliza-los – explica Rosane Vasco, coordenadora de Psicologia do IEC e responsável pelo Projeto.
A apreensão pelo resultado do fim da cirurgia para tratamento de um tumor benigno no cérebro (meningioma parassagital) deu espaço à sensação de alívio para a família da paciente Maria Luiza Castro Real, de 68 anos, submetida ao procedimento na unidade.
- Quando chegamos ao instituto para aguardar o fim da cirurgia, nos falaram que teríamos atendimento de diversos profissionais, então ficamos com medo de termos más notícias. Nunca imaginei este tipo de cuidado e atenção com parentes de pacientes. Ficamos felizes com a recepção, não esperávamos pela qualidade do serviço na unidade e a equipe foi maravilhosa – comentou Nilce Vidal, irmã da paciente.