Entre as propostas, estão ofertas de serviços de diagnóstico e tratamento num mesmo local, além da ampliação dos testes rápidos
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), por meio da Gerência de Hepatites Virais, realizou, na última terça-feira, (27/06), no Windsor Guanabara Hotel, no Centro, um evento preparatório para as ações municipais de eliminação, até 2030, das hepatites virais no estado do Rio de Janeiro. Em comemoração ao “Julho Amarelo”, o evento teve por objetivo reforçar as estratégias integradas de vigilância para erradicar as hepatites nos próximos sete anos, conforme meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e ratificada pelo Brasil, em 2016. O tema do encontro foi “Prevenção, diagnóstico e tratamento - tudo no mesmo lugar”, que teve como propósito alinhar ações de ampliação dos testes rápidos de hepatite B e C, prevenção das hepatites, rastreio das doenças, diagnóstico e tratamento.
Para alcançar a meta da OMS, é preciso diagnosticar 90% dos portadores das hepatites virais e tratar 80% dos portadores da hepatite C, além de reduzir 65% da mortalidade. A coordenadora do Programa de Hepatites Virais da SES-RJ, Clarice Gdalevici, falou por que o tema escolhido foi “Prevenção, diagnóstico e tratamento - tudo no mesmo lugar.”
“Esta é a melhor estratégia para se alcançar a meta. Temos que oferecer ao paciente testes rápidos, tratamento, diagnóstico e cura num mesmo local. Outra ação importante é aumentar a realização dos testes na população privada de liberdade, pessoas acima dos 40 anos e idosos asilados, entre outros, além de facilitar o acesso aos locais de tratamento”, disse Clarice Gdalevici.
Por vídeo, o coordenador Nacional de Hepatites, Mário Gonzalez, reforçou a importância do “Junho Amarelo” e falou que as hepatites B e C matam mais do que o vírus HIV no mundo.
“A cada 30 segundos, alguém perde a vida para a hepatite. Para que este quadro mude, é preciso curar cinco vezes mais do que agora. A hepatite mata mais do que a Aids e só com articulação efetiva de todos os setores que os óbitos poderão ser evitados”, declarou Mário Gonzalez.
“Os Dados epidemiológicos – Estamos caminhando para a eliminação?” foi o tema da palestra de Carlos Fernandes, da Gerência de Hepatites Virais da SES-RJ. Números apresentados por ele, de 2018 a 2022, indicam que a hepatite B acomete mais homens e mulheres com idade entre 30 a 44 anos.
“Para os casos de hepatites por classificação de sexo e faixa etária, os que apresentam maior prevalência estão na faixa de 30 a 44 anos. Nesta categoria, 393 são de mulheres; e 593, homens. No ano passado, a taxa de detecção (por 100 mil habitantes) do vírus B ficou em 3,4% e C, em7,75%”, destacou o técnico da Secretaria de Estado de Saúde.
A Superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES-RJ, Halene Cristina Dias Armada, reforçou o papel da atenção primária no processo de eliminação das hepatites virais.
“Temos que fomentar a descentralização do atendimento, ampliar os testes, simplificar o diagnóstico, realizar busca ativa, além de facilitar o acesso aos medicamentos. Outra estratégia relevante é estimular a vacinação das hepatites A e B, bem como incorporar novos tratamentos”, frisou a Superintendente de Atenção Primária à Saúde.
A campanha “Julho Amarelo” foi instituída no Brasil, pela Lei nº 13.802, de 2019, sendo celebrada no dia 28 de julho. Ela busca conscientizar a sociedade sobre os cuidados da população com relação às hepatites virais, que podem evoluir silenciosamente para cirrose hepática e câncer no fígado.
Ações para o “Julho Amarelo”:
- Dia 6 de julho capacitação para profissionais de saúde em hepatites virais, em Angra dos Reis para os três municípios da Baía de Ilha Grande e
- Dia 13/7, às 10h, palestra no Centro de Estudos do Ambulatório /IASERJ Maracanã sobre como alcançar a eliminação das hepatites e duas semanas de oferta de testes rápidos no ambulatório geral.
Fotos: Mauricio Bazilio
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