Ao todo 50 funcionários foram selecionados para conduzir o símbolo mais importante dos Jogos
Três dos servidores da Secretaria de Estado de Saúde escolhidos para participar do revezamento da tocha olímpica, Neusimar Carvalho, Adarlette Neira e Maximiniano Martins têm em comum o amor pelo cuidado ao paciente. Os três fazem parte do time dos ˜50 servidores que valem ouro”, selecionados para conduzir o mais importante símbolo dos Jogos. Nessas terça e quarta-feiras (02 e 03/08), o trio carregou a tocha por cerca de 200 metros, cada um, por ruas dos municípios onde moram, São João de Meriti, São Gonçalo e Guapimirim, respectivamente.
Funcionária do Hemorio há 28 anos, Neusimar não somente representou a instituição em que trabalha no revezamento como também está envolvida na campanha de doação de sangue da unidade para a Rio 2016, que conta com a participação de atletas olímpicos brasileiros. Em março desse ano, ela perdeu a filha mais velha, vítima de um acidente, e, por isso, carregar a tocha teve um significado especial para ela.
- A tocha simboliza luz, união e paz; tudo o que precisamos atualmente. Estou honrada e feliz de poder representar o Estado, a unidade onde trabalho, minha categoria profissional e meus colegas do Hemorio que, para mim, é vida, é o emprego que eu não trocaria por nenhum outro. Dedico esse momento à minha filha - disse a enfermeira e coordenadora do setor de Captação e Promoção à Doação de Sangue do instituto.
Responsável por implantar no Hemorio, há 21 anos, um projeto chamado “Qualidade Total”, numa época em que ainda não se ouvia falar em programas de qualidade, especialmente no ambiente hospitalar, Adarlette Neira ajudou a transformar o Instituto Estadual de Hematologia em uma referência nacional. De lá pra cá, a unidade conseguiu ser acreditada pela Associação Americana de Bancos de Sangue, pelo CBA/Joint Comission International, pelo Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos; obteve medalha de ouro no Prêmio Qualidade Rio e foi a única instituição brasileira de saúde a conquistar o Prêmio de Qualidade do Governo Federal, categoria ouro.
- Foi um momento emocionante, inesquecível, único, com uma energia muito positiva, de integração. Durante o percurso, lembrei das pessoas que contribuíram para eu chegar até aqui, das situações difíceis e desafiadoras. Acho que essa experiência foi uma junção de amizade, excelência e respeito. Foi um momento de agradecer por tudo – exaltou ela.
Servidor público há 12 anos, 10 deles atuando no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, o enfermeiro Maximiniano Martins, mais conhecido como Max, coordena a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de órgãos e tecidos para transplantes (CIHDOTT) da unidade. Para ele, além da realização profissional, a função representa uma grande paixão, possibilitando-o ajudar o próximo.
- Não imaginava que isso poderia acontecer na minha vida, ter a honra de carregar a tocha. Para mim, só reforça a ideia de que estou cumprindo uma missão ao atuar pela doação de órgãos. Fiquei muito emocionado e espero agora conseguir realizar outro sonho, que é ver a fila de espera de transplantes no estado zerada. Para buscar isso, não há dia e nem horário: deixo minha família, amigos para conseguir o órgão. É um serviço complexo, mas o retorno compensa qualquer dificuldade que possa aparecer pelo caminho - contou ele, que, por coincidência, teve duas parentes que também participaram da condução da tocha em Niterói. Sua tia Aída dos Santos, ex-atleta que representou o Brasil nos Jogos de Tóquio (1964) e Cidade do México (1968), e sua sobrinha Valeska Menezes, a Valeskinha, jogadora de vôlei e medalhista de ouro em Pequim (2008).