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Instituto Vital Brazil prepara retomada da fabricação de soro e plano para ser referência nacional
Instituto Vital Brazil prepara retomada da fabricação de soro e plano para ser referência nacional

Congresso discutiu propostas para os próximos dez anos, inovações e plano para estimular a produção científica e de medicamentos

 

O Instituto Vital Brazil (IVB) – laboratório ligado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) - planeja retomar a fabricação de soro, produzir outros medicamentos e voltar a ter protagonismo nacional no desenvolvimento de estudos científicos. As propostas foram apresentadas na terça-feira (18/07), na sede da SES, durante o Congresso Interno para planejar a próxima década do IVB.

“O Instituto Vital Brazil precisa voltar a ser referência. É um patrimônio do estado, uma das instituições públicas mais importantes do Rio de Janeiro. E ter o Alexandre Chieppe à frente, que possui grande visão estratégica, vai permitir que a unidade passe por uma revolução. O instituto precisa de investimento público para voltar a fabricar soro e produzir outros medicamentos de que o estado necessita. Além disso, é fundamental investir em ciência, tecnologia e aplicativos de monitoramento de pacientes. Assim, daremos oportunidade aos nossos melhores cientistas para que desenvolvam projetos aqui, em vez de serem atraídos para outros estados e países”, destacou o secretário de Estado do Rio de Janeiro, Dr. Luizinho.

O diretor-presidente do IVB, Alexandre Chieppe, disse que o instituto tem que se planejar para realizar as mudanças que a sociedade demanda e propôs aos participantes uma disruptura do pensamento, em busca de soluções para o futuro da unidade.

“Isso inclui a parte administrativa, fortalecimento de parcerias, realização de concurso público e voltar a produzir soro. Temos que pensar o IBV juntos, com seriedade e responsabilidade. O olhar tem que ser fora da caixinha, pois temos capital humano para tal. A chave é inovar e ser diferente para que possamos voltar a ser referência nacional e internacional em conhecimento”, ressaltou o diretor-presidente do IVB.

Para estimular a participação dos servidores e a apresentação de novas ideias, o congresso teve uma palestra motivacional com a psicóloga Nina Rosa. Ela destacou a importância da valorização de diferentes pontos de vista para a solução de problemas. E propôs uma dinâmica em que os servidores usavam óculos.

“Tudo é uma questão de como entendemos as coisas: realização, satisfação, propósito e vontade de desempenhar. O IBV precisa se olhar, como numa lente de óculos, e ousar, cuidar e dividir para que ocorram as mudanças”, destacou Nina Rosa. Em outro momento, os participantes escreveram, numa grande bola, conceitos que devem nortear a transformação do instituto. Em seguida, foram convidados a jogá-la para os colegas pelo auditório, representando o trabalho em equipe.

Para possibilitar a melhor condução das discussões, o Congresso foi dividido em quatro grupos temáticos: Produção e Oportunidades; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; Ensino e Extensão; além da Gestão do Campus.

O primeiro grupo tratou da produção de soros, kits diagnósticos, dentre outros assuntos. No segundo, pesquisa, desenvolvimento e inovação, discutiu-se o desenvolvimento de novas plataformas tecnológicas, as linhas de pesquisa do Instituto e outras possibilidades. O terceiro, ensino e extensão, discutiu o papel do IVB como espaço acadêmico, de divulgação científica e extensão. Já o último grupo incluiu discussões a respeito da gestão do campus: gestão administrativa, infraestrutura, suporte técnico e reavaliação dos fluxos administrativos.

Também foi realizada uma plenária para atualização da Missão e dos Valores do Instituto, que passarão a reforçar a importância do desenvolvimento e da inovação para o IVB na próxima década.

No final do evento, foram lidas as propostas do Congresso Interno do IVB, que serão debatidas internamente, e servirão de base para implementação, modernização do processo fabril, comercialização de veneno para as indústrias farmacêuticas, pesquisas de desenvolvimento de fitoterápicos, criação de Comitê de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e cursos de mestrado e doutorado.