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Estado do Rio de Janeiro aumenta oferta cardiológica no Sistema Único de Saúde
Estado do Rio de Janeiro aumenta oferta cardiológica no Sistema Único de Saúde

Número de transplantes apresenta crescimento

 

A Secretaria de Estado de Saúde ampliou este ano a oferta de vagas para procedimentos cardiológicos no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (IECAC), unidade própria de sua rede hospitalar, e também com a contratação de leitos no Hospital São Francisco na Providência de Deus.

“Conseguimos ampliar a nossa rede cardiológica, que é uma das principais demandas do Sistema Único de Saúde e observamos aumento constante no número de tranplantes", diz Cláudia Mello, secretária de Estado de Saúde.

O CTI (Centro de Terapia Intensiva) do IECAC), no Humaitá, aumentou de 18 para 28 o total de vagas na unidade. Os leitos são para atendimento especializado em procedimentos de cateterismo, colocação de marcapasso, entre outros, com monitoramento 24h. No ano passado, o IECAC, que é referência no atendimento cardiológico no Estado do Rio, realizou 6.376 procedimentos cirúrgicos e mais de 25 mil atendimentos ambulatoriais.

Roberta Colla, diretora geral do IECAC, explica que o instituto tem um perfil de atendimento de alta complexidade, e que os novos leitos vão permitir atender um número maior de pacientes que aguardam na fila.

“No ano passado, foram mais de 6 mil cirurgias cardíacas realizadas no instituto. Em 2023, já passamos de 3 mil procedimentos. Deste total, as mais executadas foram cateterismo, cirurgias cardiovasculares, orovolvar (substituição de uma ou mais válvulas cardíacas por próteses artificiais) e pediátrica. Até dezembro, a expectativa é ultrapassar 5 mil cirurgias. As novas vagas vão ajudar a reduzir o tempo de espera na fila”, destacou.

O Hospital São Francisco na Providência de Deus, unidade privada contratada pela SES-RJ para atender demandas do SUS, teve seu contrato ampliado para aumentar a oferta de revascularização cardíaca. O novo contrato permitiu a realização mensal de 300 procedimentos de cateterismo e 100 de angioplastia, além de cerca de 30 cirurgias de revascularização. Os pacientes serão encaminhados à unidade pelo Sistema Estadual de Regulação (SER).

Considerada a forma terapêutica mais eficaz para prolongar a vida dos pacientes com doenças cardíacas graves, cuja qualidade de vida é reduzida, o transplante cardíaco é outro procedimento que apresenta histórico de crescimento.

"O transplante cardíaco no estado do Rio começou a ser feito em 2010, inicialmente apenas para a população adulta. No ano de 2016, foi iniciado o programa pediátrico. Desde então, observamos um aumento sustentado, ano após ano, batendo o recorde em 2022, com 39 transplantes cardíacos no estado. Até o momento, realizados 24 neste ano", relembra o diretor da Central Estadual de Transplantes Alexandre Cauduro.