Evento reuniu médicos de diversas especialidades para tratar de forma global a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de mama
A secretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Claudia Mello, e o coordenador da saúde das mulheres da SES-RJ, Antônio Braga, participaram, neste sábado (28.10), do Simpósio do Outubro Rosa da Academia de Medicina do RJ. O evento congregou médicos de diversas especialidades - mastologistas, ginecologistas, radiologistas, entre outras - para tratar de forma global a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de mama.
Integrante da mesa de abertura, Claudia Melo destacou a importância do diagnóstico precoce e das estratégias de rastreamento populacional da doença através da mamografia. Enfatizou ainda as ações que ampliaram esse acesso, como a inauguração do Rio Imagem Baixada e o mamografo móvel.
“Temos atuado em diversas frentes para que o diagnóstico do câncer de mama seja rápido. Sabemos que desta forma a possibilidade de cura é muito maior. Nosso intuito é ampliar ainda mais a oferta dos exames de imagem. Esse é um compromisso da nossa gestão”, disse a secretária.
Dr. Antônio Braga salientou que estratégias devem ser adotadas a fim de reduzir a ocorrência do câncer de mama.
“Dentre as estratégias mais importantes em relação ao estilo de vida encontram-se a diminuição do consumo de álcool, o enfrentamento à obesidade, o estímulo à atividade física, o cuidado da saúde sexual reprodutiva, ampliando o aleitamento materno após o parto, e o uso responsável da terapia de reposição hormonal”, pontuou.
Braga destacou ainda que a mamografia de rastreio precisa ser direcionada especialmente às mulheres de 50 a 69 anos de idade a cada dois anos. De acordo com o especialista, o exame permite o diagnóstico precoce e um tratamento mais conservador com maiores taxas de cura.
“O envelhecimento populacional é um grande desafio, uma vez que esse é o principal fator de risco para o câncer de mama. Contudo, um terço das mulheres diagnosticadas com a doença tem menos de 50 anos de idade. Isso indica que precisamos ter em mente perspectivas para ampliar o acesso e antecipar o início do rastreamento para populações de alto risco em especial”, completou.
Os representantes da SES-RJ no simpósio finalizaram a apresentação colocando a pasta à disposição da associações e academias a fim de pensar políticas públicas que possam combater esse importante problema social, uma vez que o câncer de mama é o que mais acomete mulheres no Brasil.
Participaram ainda da roda de debate a presidente da Academia de Medicina do Rio de Janeiro, Selma Sabra, e o Diretor do Departamento de Medicina e Saúde da PUC-Rio, Jorge Biolchini.