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Instituto Estadual do Diabetes faz mutirão de prevenção à doença, com mais de 300 atendimentos à população
Instituto Estadual do Diabetes faz mutirão de prevenção à doença, com mais de 300 atendimentos à população

Doença atinge 10% da população do Rio de Janeiro. Dia Mundial de Prevenção ao Diabetes, nesta terça, teve exames e palestras no pátio do Iede, no Centro do Rio

 

Para marcar o Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta terça-feira (14/11), o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (Iede) realizou um mutirão com uma série de serviços à população. Mais de 300 pessoas foram atendidas no evento e puderam fazer dosagem de glicemia, avaliação de fundo de olho, teste do pé diabético, cálculo do risco de desenvolver diabetes tipo 2 nos próximos dez anos, exame de elastografia hepática (identifica doenças do fígado), entre outras atividades educativas.

“É uma data para que possamos passar a mensagem da importância da prevenção, principalmente ao tipo 2, que está ligado a um estilo de vida que não é saudável. Nossa recomendação é para que as pessoas optem por uma dieta rica em fibras e com menor quantidade de gorduras", alerta Rosane Kupfer, diretora do ambulatório de Diabetes Mellitus do Iede. Por isso, o evento é uma importante oportunidade de conscientizar a população que manter uma dieta saudável, fazer atividade física regularmente e evitar o uso de tabaco podem prevenir ou retardar o tipo 2 da doença.

Um alerta que os que convivem com o diabetes fazem questão de difundir. "A diabetes é silenciosa, as pessoas nunca sentem nada até aparecer um problema grave. É preciso sempre testar”, alerta Maria Angélica Cunha, de 74 anos, diagnosticada com diabetes em 2009. “Passei por todos os setores e gostei muito. Fiz o teste da glicemia e participei da conversa sobre o pé diabético. É muito importante sempre estar olhando, se cuidando. As pessoas não valorizam as coisas", disse Maria Angélica.

Maria Helena Menezes, pré-diabética aos 73 anos, foi até a unidade para sua consulta com endocrinologista, mas aproveitou a oportunidade para testar a glicemia e assistir a uma palestra sobre saúde bucal. "Eu converso muito com meus filhos para tomarem cuidado. É muito importante que as pessoas comam alimentos saudáveis. Depois que a idade chega, as coisas ficam mais difíceis", contou.

Segundo a última pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em 2021, 10% da população do estado do Rio de Janeiro têm a doença. No município do Rio de Janeiro, até maio de 2023, mais de 230 mil pessoas foram cadastradas com diagnóstico de diabetes mellitus (DM) nas unidades de atenção primária (clínicas da família e centros municipais de saúde).

 

Sobre o Iede

O Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione é uma unidade de referência no atendimento ao diabetes no estado do Rio de Janeiro. Nos últimos dois anos, realizou cerca de 24 mil consultas, sendo 60% para diabetes tipo 2 e 40% para o tipo 1. São tratados também o diabetes gestacional e outros tipos mais raros. O hospital possui também a Unidade do Pé Diabético (UPD), que realiza cerca de 450 atendimentos por mês, entre consultas individuais, orientação de exercícios e massoterapia.

O Instituto recebe pacientes de todo o estado, com consultas marcadas pela Central Estadual de Regulação (CER). A porta de entrada para solicitação de tratamento dos pacientes é a atenção primária, ou seja, postos de saúde e clínicas da família dos municípios.

A unidade conta com uma equipe multidisciplinar que inclui endocrinologistas, oftalmologistas, nefrologistas, ortopedistas, dermatologistas, psicólogos, nutricionistas, enfermeiros e educadores físicos. A educação continuada também é parte integrante no tratamento do instituto, com incentivo ao autocuidado. O Iede também realiza exames de hemoglobina glicada, dosagem de hormônio para a tireóide, perfil lipídico (colesterol e triglicerídeo), hepatograma (exame do fígado), albumina urinária (avalia a função do rim) e hemograma.