De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas que vivem com o HIV têm 25 vezes mais risco de desenvolverem tuberculose do que pessoas que não têm o vírus
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) realizou, nesta segunda-feira (27.11), o primeiro seminário sobre cuidado integral de coinfecção em tuberculose e HIV. Representantes de diferentes municípios estiveram no auditório da SES-RJ, no Rio Comprido, Zona Norte da capital fluminense, para debater políticas públicas e fazer a interlocução entre as áreas de Vigilância Epidemiológica e Gerência de ISTs no manejo de pacientes acometidos pelas duas infecções.
De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas que vivem com o HIV têm 25 vezes mais risco de desenvolverem tuberculose quando comparadas com quem não tem o vírus. O levantamento indica que 5 pessoas morrem de TB-HIV por dia no país. Em 2022, foram 1.724 mortes por tuberculose, e 19,5% dessas pessoas tinham também HIV. Para Juliana Rebello, gerente de IST/AIDS da SES-RJ, isso acontece por causa da fragilidade do sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra doenças.
“Esse paciente precisa estar o mais assistido possível. Nosso intuito é reforçar a necessidade de acesso rápido ao sistema de saúde de forma integral. Nos próximos dias, lançaremos um balanço com um recorte ainda mais detalhado sobre a coinfecção no Rio de Janeiro”, afirma Juliana.
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids é celebrado no dia 1º de dezembro. A SES-RJ antecipou a agenda para que os municípios possam avançar com seus projetos no tema.
“A TB é uma doença muito oportunista. Quando associada ao HIV, ela contribui de maneira negativa para a manutenção do cuidado e dificulta a adesão ao tratamento de ambas. Para evitar óbitos por HIV a gente precisa olhar ainda mais atento para a tuberculose”, destaca Juliana.
Marneili Martins, gerente de tuberculose da SES-RJ, também participou da mesa de abertura do evento, que teve como temática as "Diretrizes nacionais para o cuidado integral das pessoas com TB e HIV e os desafios para a estruturação de uma rede de saúde resolutiva no enfrentamento desses agravos".
"Uma das prioridades é a intensificação de estratégias para adesão e manutenção ao tratamento de ambos os agravos. Esses pacientes carecem de avaliação constante, manejo adequado e escuta qualificada para os diferentes contextos", pontua Marneili.