OPAS e Ministério da Saúde participam de capacitação da SES-RJ com a presença de 170 técnicos de 55 municípios do Estado do Rio de Janeiro
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) realizou, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), nesta quarta-feira (06/12), a quarta edição do seminário “Saúde e gestão dos riscos em desastres”. Representantes da SES-RJ, da Organização Pan-Americana da Saúde e do Ministério da Saúde promoveram uma roda de debate e capacitação para 170 técnicos de 55 cidades do Rio de Janeiro. O objetivo da secretaria é que as equipes municipais revejam protocolos e planos de contingência diante de eventos climáticos de grande magnitude.
De acordo com Claudia Mello, secretária de Estado de Saúde, essa é umas das frentes do novo Plano de Verão desenvolvido pela pasta e uma política do Governo do Estado para enfrentar emergências.
“Na secretaria, estamos intensificando a interlocução entre os setores. Essa é uma forma de atuação que visa à gestão do SUS com objetivo de identificar ameaças, seus impactos, níveis de risco e, a partir daí, traçar novos planos e protocolos”, detalhou.
Mario Sérgio Ribeiro, subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, destacou a necessidade dos gestores municipais se atentarem aos fenômenos naturais que possam vir a ocorrer com as mudanças climáticas. “Convidamos todos os 92 municípios do estado para o seminário e 55 estiveram no encontro. É preciso entender que, em situação de emergência, quando o tempo da resposta é fundamental, as esferas do setor público precisam estar alinhadas com uma estratégia previamente definida. Nosso trabalho tem essa premissa”, afirmou.
Ainda segundo o subsecretário, oficinas regionais serão realizadas pela equipe técnica do CIEVS/SES-RJ a partir da próxima semana, visando a maior integração e proximidade com os municípios.
“A atuação precisa estar cada vez mais personalizada, uma vez que cada município e cada região possuem as suas peculiaridades”, concluiu Mário.
Representando o Ministério da Saúde, Edenilo Barreira, coordenador nacional do Programa Vigidesastres, falou sobre a interferência das alterações climáticas no âmbito do Sistema Único de Saúde.
“Já temos a certeza que no próximo ano as ondas de calor permanecerão. É preciso entender esse comportamento e organizar o SUS. Quais aquisições de insumos e medicamentos estratégicos serão necessários, por exemplo? De que forma se comportarão as notificações das arboviroses? Como atuar nas unidades de saúde e de longa permanência com altas temperaturas? Tudo isso precisa ser revisto através de novas medidas de controle e prevenção”, refletiu.
Luciana Gallo, da OPAS, afirmou que a organização está à disposição do estado e dos municípios para cooperação e capacitação dos profissionais. “Estamos colocando 35 cursos sobre gestão de risco à disposição, todos em português, para que todos os técnicos possam estar capacitados para atualizar seus planos de contingência. A integração entre as medidas a serem tomadas nos eventos é fundamental”, pontuou.
Painel Vigidesastres
Durante o seminário, a secretaria apresentou o Painel Informativo Vigidesastres, desenvolvido pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). Este será o primeiro verão em que a secretaria contará com o painel, produzido no Centro de Inteligência em Saúde do Governo do Estado.
O Painel Informativo Vigidesastres reúne informações de desastres ocasionados por eventos climáticos em todos os 92 municípios do estado e os danos causados por eles. Lá estão informações sobre o tipo de evento (chuva, inundação, deslizamento, vendaval, incêndios etc), o número de habitantes afetados, as áreas danificadas e os impactos na rede de saúde de cada localidade.
A avaliação dos planos de contingência de cada município também está disponível na ferramenta, bem como os sites utilizados para emissão dos alertas.