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Secretaria de Estado de Saúde captura mosquitos para identificar sorotipos de dengue em circulação no Rio de Janeiro
Secretaria de Estado de Saúde captura mosquitos para identificar sorotipos de dengue em circulação no Rio de Janeiro

Material está sendo analisado no Lacen-RJ, após equipes da Vigilância coletarem amostras em sete municípios do estado

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) foi às ruas à caça do mosquito Aedes aegypti para tentar identificar os tipos de dengue em circulação no estado. Com a confirmação de pacientes identificados com a dengue 3 em São Paulo e Minas Gerais, cresce a probabilidade de ele chegar ou já estar circulando no Rio de Janeiro. O objetivo da ação é capturar e examinar geneticamente mosquitos encontrados em áreas onde os índices de infecção são maiores, como na Baixada Litorânea, Médio Paraíba, Região Metropolitana I e Norte Fluminense.

Nas últimas semanas, equipes da Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ coletaram mosquitos em Itatiaia, Itaboraí, Macaé, Nova Iguaçu, Resende, Rio das Ostras e Volta Redonda. Com equipamentos de aspiração, os agentes visitaram postos de saúde, pontos de reciclagem e ferros-velhos.

O trabalho realizado em parceria com pesquisadores da Fiocruz e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conta com o apoio da equipe da Coordenadoria de Vigilância em Saúde dos municípios e é executado por um profissional de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ. O agente utiliza um capturador, aparelho que se assemelha a um aspirador de pó, e busca o mosquito em pontos estratégicos, como ambientes com pouca iluminação, que se tornam eventuais esconderijos para o Aedes aegypti.

Após capturados com o uso de capturadores, os insetos são mantidos em uma gaiola e armazenados em caixas térmicas resfriadas, até serem encaminhados para análise no Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ). Lá as amostras são inicialmente examinadas pelo setor de Antropozoonoses para realização da taxonomia e identificação das espécies de mosquito encontradas. Posteriormente, elas seguem para manipulação no Laboratório de Biologia Molecular, etapa em que é feita a identificação do vírus e classificação do sorotipo.

 

 

 

 

Foto: Maurício Bazilio