Estoque de bolsas do hemocentro está muito abaixo do esperado e campanha busca mobilizar população
O salão do Hemorio tem se transformado na “Marques de Sapucaí”, recebendo grandes escolas do Grupo Especial, em apoio à campanha “Samba no Pé, Saúde na Cabeça”. Nesta sexta-feira (02/02) foi a vez da Beija-Flor, de Nilópolis, que levou os componentes da “Soberana”, nome da bateria da escola, para o hemocentro para sensibilizar a população sobre a importância de fazer doações de sangue, principalmente nos períodos de férias e de festividades.
A campanha, organizada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), foi aberta no dia 30 de janeiro, com a apresentação do bloco Fina Batuca, no Salão do Doador. Na sequência, se apresentaram a Estação Primeira de Mangueira e hoje a agremiação da Baixada Fluminense. A Imperatriz Leopoldinense, de Ramos, fecha com chave de ouro a campanha, com apresentação na segunda-feira (05/02), às 10h.
A superintendente de Transfusão do Salão do Doador, Dnair Muniz, ressaltou a importância da campanha para a manutenção dos estoques diários de 250 bolsas de sangue, usadas em cirurgias e outros procedimentos. Devido aos festejos, as captações caíram para 190 unidades por dia.
“O Hemorio faz a campanha com a finalidade manter seus estoques de sangue e componentes sanguíneos em níveis adequados para atender às demandas hospitalares durante esse período, como acidentes e cirurgias. É um ato de amor que salva vidas e deve ser incentivado”, frisou Dnair Muniz.
Os 15 componentes da "Soberana" fizeram um esquenta na entrada da unidade e receberam o carinho dos doadores e funcionários. Para o diretor de bateria da Beija-Flor, Thiago Sennas, os sambistas do Rio abraçaram a campanha.
“É importante entender que doar sangue significa salvar vidas. A Beija-Flor e todas agremiações coirmãs apoiam a iniciativa. Estamos aqui para levar alegria e impulsionar a campanha”, comentou o diretor de bateria da Beija-Flor, que levou ritmistas e passistas aos Salão do Doador para uma exibição especial, levando alegria e descontração.
Karina de Oliveira Martins, de 44 anos, moradora de Vila Isabel, disse que adquiriu o hábito de doar graças ao seu pai. Segundo ela, a sensação de saber que pode salvar vidas é o seu maior estímulo.
“Faço doação desde os 20 anos de idade. O meu pai é meu espelho e espero passar isso para minha filha. Hoje, doamos e ajudamos. Amanhã, podemos ser a beneficiados”, disse Karina de Oliveira.