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SES-RJ apresenta sistema de vigilância de doenças respiratórias ao Ministério da Saúde e à agência dos Estados Unidos  
Monitoramento estadual de emergências em saúde reúne avaliação de indicadores, análises laboratoriais e resposta coordenada a eventos de impacto

Monitoramento estadual de emergências em saúde reúne avaliação de indicadores, análises laboratoriais e resposta coordenada a eventos de impacto 

A estratégia desenvolvida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) para monitorar e responder a eventos de grande impacto - como a pandemia de Covid-19 - foi apresentada, nesta terça-feira (16/06), a representantes do Ministério da Saúde, da Fiocruz, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e das secretarias municipais de Saúde do Rio de Janeiro e de Niterói. O estado é referência no compartilhamento de conhecimento e tecnologia para o enfrentamento de vírus respiratórios e possíveis surtos.

Durante o encontro, técnicos da secretaria mostraram o funcionamento do sistema de vigilância de síndromes respiratórias, que monitora vírus como Covid-19, influenza A (H1N1), rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Os representantes também conheceram os painéis epidemiológicos e a capacidade laboratorial do Lacen-RJ. A comitiva ainda visitou o Centro de Inteligência em Saúde (CIS), que auxilia a tomada de decisões por meio da análise de indicadores precoces das unidades estaduais. 

“A experiência da pandemia de Covid-19 evidenciou a relevância do Sistema Único de Saúde (SUS), um modelo de saúde universal que praticamente não encontra paralelo no mundo. O Governo do Estado implementou uma robusta estrutura de enfrentamento às infecções respiratórias. Fui diretor do Hospital Pedro Ernesto, na pandemia, quando a unidade ficou dedicada ao tratamento da doença. Foram mais de 3 mil internações e 40 mil pessoas vacinadas. Como legado, foi implantado o ambulatório de pós-Covid”, contou o secretário de Estado de Saúde, Ronaldo Damião, ao falar da importância da troca de experiências com os visitantes.

A superintendente de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, Luciane Velasque, apresentou à comitiva o trabalho de vigilância da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), implementado em 2009, e fortalecido durante a pandemia de covid-19. Ela também destacou a capacidade laboratorial do estado para identificar vírus respiratórios, o monitoramento dos atendimentos nas Unidade de Pronto Atendimento (UPAs) e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a importância da troca de experiências entre as instituições. 

“Essa visita faz parte de uma cooperação técnica formal entre o Brasil e a instituição norte-americana (CDC), com foco nas informações e na metodologia de vigilância em saúde. O Rio de Janeiro foi o primeiro estado do país a ser visitado, sendo pioneiro neste modelo para as demais unidades federativas. Mostrarmos que estamos preparados para agir, monitorar e responder, caso surja uma nova epidemia”, declarou Luciane Velasque.

A assessora técnica do Ministério da Saúde, Walquíria de Almeida, ressaltou que a finalidade do encontro foi ampliar para a vigilância da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) a experiência bem-sucedida do sistema de alerta precoce para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

“A gestão de Brasília enfatiza o trabalho de excelência executado nos estados e nos laboratórios de referência, como o Lacen do Estado do Rio de Janeiro, que é a base que sustenta as políticas públicas. Mais do que aplicar um instrumento de avaliação formal, a visita visa promover uma troca de experiências e criar um ambiente seguro e confortável para ações oportunas”, frisou a assessora técnica do Ministério da Saúde. Espírito Santo e Mato Grosso serão os próximos estados a participar do trabalho de cooperação, respectivamente, de 18 a 22 e de 23 a 25 de junho.

A representante do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Ana Carla Pecego, citou a parceria histórica com o Brasil. “Esta é uma agenda de cooperação técnica importante. A história da cooperação com o Brasil é muito antiga”, afirmou Ana Pecego.

 

Link de fotos: https://photos.app.goo.gl/kKThvJYcrYP9T2Zt8

 

Crédito das fotos: Mauricio Bazilio/Ascom SESRJ