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Mutirão de exames do fígado atendem pacientes no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia
Em alusão ao Dia Mundial da Esteatose Hepática, ação busca ampliar o acesso ao diagnóstico precoce da doença, condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado

Em alusão ao Dia Mundial da Esteatose Hepática, ação busca ampliar o acesso ao diagnóstico precoce da doença, condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado

Em alusão ao Dia Mundial da Esteatose Hepática, celebrado nesta quarta-feira (11), o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Centro do Rio de Janeiro, realizou um mutirão de exames de elastografia hepática para rastreamento da esteatose e avaliação das alterações hepáticas associadas à doença.

A ação, organizada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) em parceria com o  Grupo de Fígado do Rio de Janeiro (GFRJ) da  Sociedade Brasileira de Hepatologia, atendeu 50 pacientes previamente inscritos no Sistema Estadual de Regulação (SER)  e já agendados para o procedimento, com adesão integral dos pacientes convocados de todo o estado. 

De acordo com a equipe médica do IEDE, a iniciativa busca ampliar o acesso ao diagnóstico precoce da esteatose hepática, condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado e que pode evoluir para quadros mais graves quando não identificada e acompanhada adequadamente.

“Hoje, 11 de junho, é celebrado o Dia Mundial da Esteatose Hepática, que é o acúmulo de gordura no fígado. Em alusão à data, realizamos um mutirão de elastografia hepática, exame que permite avaliar os danos causados por essa gordura e identificar a presença de fibrose hepática. Foram convocados pacientes que aguardavam na regulação e também pacientes acompanhados pelo IEDE com indicação para o procedimento”, disse a endocrinologista Lívia Lugarinho, chefe do Serviço de Obesidade, Transtornos Alimentares e Metabologia (SOTAM) do IEDE. 

A ação integra um movimento internacional de conscientização sobre a doença, promovido por instituições de saúde em diversos países. O objetivo é alertar a população para os riscos da esteatose hepática, frequentemente considerada uma condição simples, mas que pode levar a complicações importantes, incluindo fibrose, cirrose e comprometimento da função hepática.

O exame, que era realizado em cerca de 10 minutos por diversos médicos da equipe, possibilitava a emissão do resultado na hora. Moradora de Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Amelina Rodrigues da Silva estava acompanhada do marido para realizar o procedimento. 

“Foi muito importante ser chamada para participar desse mutirão. Hoje, estou em tratamento e sendo acompanhada pela equipe médica. Comecei a passar mal quando comia alguns alimentos, sentia muito enjoo e chegava a ter episódios de vômito. Por isso, realizar esse exame é fundamental para dar continuidade ao meu acompanhamento e entender melhor a minha condição de saúde. Já estou saindo com o resultado em mãos e agora vou levá-lo para a minha médica”,  afirmou a paciente. 

Enquanto a ultrassonografia é capaz de detectar a presença de gordura no fígado, a elastografia oferece uma avaliação mais detalhada ao medir a rigidez do órgão e identificar a existência de cicatrizes ou fibrose. Por esse motivo, o exame é considerado fundamental para determinar a gravidade da doença e orientar o tratamento mais adequado.

Segundo a médica hepatologista do Centro Avançado Hepatobiliar do Hospital São Vicente de Paula Andreia Evangelista, a esteatose hepática é hoje uma epidemia crescente em todo o mundo, presente em cerca de 30% da população mundial, podendo chegar a 44% somente na América Latina, o que reforça a importância de ampliar a conscientização e o diagnóstico precoce.

“O simples fato de uma pessoa ter esteatose hepática já está associado a um risco até três vezes maior de morbidade cardiovascular. Quando a doença evolui para inflamação ou fibrose hepática, esse risco pode ser ainda maior, chegando a aumentar em até quatro vezes a mortalidade por doenças cardiovasculares.”

A médica enfatiza que, além dos impactos no coração e na circulação, a esteatose pode evoluir silenciosamente para inflamação crônica do fígado, formação de cicatrizes, fibrose avançada e até cirrose.  Os principais grupos de risco são pessoas com sobrepeso ou obesidade, diabetes, hipertensão arterial, colesterol e triglicerídeos elevados, além daqueles que apresentam síndrome metabólica. Entre os pacientes com diabetes, por exemplo, a prevalência da esteatose hepática pode chegar a 60% ou 70%, independentemente do peso corporal.

“O sedentarismo e os hábitos alimentares inadequados têm papel central no crescimento da doença. A principal forma de prevenção é adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, rica em vegetais, leguminosas, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, associada à prática regular de atividade física”, esclarece Andreia. 

 

Link de fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1sFphqpIxnPDzq1bsUZ5UjSxKUSGj8flO

Link de vídeo: https://drive.google.com/drive/folders/12A6gDtL_sckI3CFqQyh_OhlSvaMj3AfQ?usp=sharing

Crédito das fotos: Mauricio Bazilio