Treinamentos em reiki, shantala e auriculoterapia foram realizados em municípios de seis regiões do estado para fortalecer o cuidado na rede pública de saúde
Profissionais da Atenção Primária de municípios de seis regiões do estado concluíram as capacitações promovidas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) para ampliar a oferta das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Os treinamentos foram realizados nos primeiros meses do ano nas regiões Metropolitana I, Metropolitana II, Noroeste, Serrana, Baixada Litorânea e Baía da Ilha Grande (BIG), com foco em recursos terapêuticos como reiki, shantala e auriculoterapia.
A coordenadora de Práticas Integrativas e Complementares da SES-RJ, Nice Santos de Carvalho, explica que a capacitação em reiki abordou técnicas voltadas, entre outros benefícios, para a redução da ansiedade. Já a shantala foi direcionada às mães que participam do acompanhamento pré-natal e às puérperas, com o objetivo de fortalecer o vínculo com os filhos. Segundo Nice, a auriculoterapia é uma prática complementar à medicina convencional no tratamento de doenças, como hipertensão e diabetes.
“A capacitação da nossa área técnica representa um avanço expressivo para a ampliação dos cuidados em saúde na atenção primária. Essas ações, além de incentivar o autocuidado dos usuários do SUS, também contribuem para aumentar a atenção da equipe multidisciplinar, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos trabalhadores”, afirma Nice.
Os treinamentos promovidos pela Área Técnica de Práticas Integrativas e Complementares (ATPIC), vinculada à Superintendência de Atenção Primária (SAPS), integram as estratégias da SES-RJ, para ampliar a oferta das PICs na rede pública de saúde. Segundo a coordenação da área, o estado já alcançou 95% da meta prevista no Plano Estadual de Saúde (PES) para 2026, com 62 municípios, ofertando terapias previstas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). A meta é chegar a 65 cidades até o próximo ano e alcançar 78 municípios fluminenses, em 2027. Em 2023, apenas 35 cidades ofereciam iniciativas desse tipo pelo SUS.
Dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB) mostram que o estado realizou 241.924 procedimentos de PICs em 2025. A Região Metropolitana I, que inclui o município do Rio e a Baixada Fluminense, concentrou o maior volume, com 164.312 atendimentos. Na sequência, aparecem ss regiões Metropolitana II (29.781), Serrana (18.594), Baixada Litorânea (9.957), Médio Paraíba (7.315), Norte (5.164), Baía da Ilha Grande (3.332), Centro-Sul (2.452) e Noroeste (1.017). O Estado do Rio de Janeiro tem maior número de procedimentos reconhecidos como Práticas Integrativas e Complementares.
Além de auriculoterapia, reiki e shantala, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) é composta por outros 26 recursos terapêuticos, como Medicina Tradicional Chinesa/acupuntura, homeopatia, antroposofia, termalismo, arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, terapia comunitária, yoga, apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição das mãos, ozonioterapia, terapia de florais e fitoterapia.
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