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Dia das mães: Hospital Estadual da Criança promove roda de conversa sobre os desafios da maternidade
Mães de crianças internadas recebem apoio de outras mães que já voltaram com os filhos pra casa

Mães de crianças internadas recebem apoio de outras mães que já voltaram com os filhos pra casa

Às vésperas do Dia das Mães, o Hospital Estadual da Criança (HEC), unidade referência em pediatria de alta complexidade, convidou mulheres que já tiveram filhos internados na unidade para dar apoio a mães de pacientes que hoje enfrentam os mesmos desafios. O encontro transformou sentimentos. Medo e ansiedade deram lugar a sorrisos e esperança.

Larissa dos Santos, mãe de Antony, paciente de um ano que luta contra um câncer, se emocionou com a trajetória de Shirley Perseguin. Durante oito anos, a administradora residencial enfrentou seguidas internações do filho no Hospital Estadual da Criança. No ano passado, ele venceu a leucemia.

“Hoje, eu tenho um choro de alegria, mas já foi de dor. Precisei ter perseverança. A gente que é mãe precisa acreditar em si mesma, na nossa força e estar presente para eles. É isso que busco passar para outras mães que ainda estão passando por isso”, conta Shirley.

“O nosso cuidado é voltado à criança, obviamente, mas também é direcionado aos familiares. Aqui no Hospital Estadual da Criança, a família tem um espaço dedicado ao cuidado psicológico e multidisciplinar, com acompanhamento contínuo. Para a criança estar bem, a família tem que estar bem”, explica Michèlle Ávila, psicóloga supervisora do Hospital Estadual da Criança.

A troca de experiência entre as mães é incentivada pelo setor de psicologia do hospital. Uma rede de ajuda que torna mais leves os períodos de internação. “Já teve vez de eu ficar quatro meses aqui com o Antony. Mas, em um dado momento, percebi que não estava aguentando mais, e contei com a ajuda do pessoal daqui, e eles têm me apoiado em tudo”, conta Larissa.

Franciele Freitas, mãe da Alice, de cinco anos, conta que improvisou um salão de beleza nos corredores, enquanto acompanhava a filha Alice, de cinco anos, que passou por um transplante na unidade. “Eu fazia unhas e sobrancelhas das outras mães. Sentir-se mais bonita também ajuda a enfrentar as dificuldades da internação”, explica a manicure.

“É um momento em que ficamos mais fragilizadas. A gente abre mão da gente mesma para cuidar de que a gente ama. Por isso, a troca entre as mães é crucial”, explica Thais Freire, mãe do Davi Lucas, de sete anos, que também passou por um transplante de rim.

A previsão é que todos comemorem o Dia das Mães em casa. Assim como milhares de pacientes que já viveram a ansiedade de longas internações na unidade e hoje passam bem. Em 13 anos, o HEC realizou mais de 66 mil procedimentos cirúrgicos, 264 mil consultas e 324 transplantes. O hospital atende pacientes dos 92 municípios do estado, que acessam os serviços pelo Sistema Estadual de Regulação (SER).

Link de vídeo: https://drive.google.com/drive/folders/1tZRfKX_EVaEz2CD-XV8FORiTI9eIo0MG
Link de fotos: https://drive.google.com/drive/folders/15cuD_9AqK8VTUoJO3I0xiVwycQjJIx2m?usp=drive_link