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Estado do Rio avança na reestruturação da linha de cuidado do câncer de mama
Reunião com especialistas marca nova etapa para ampliar diagnóstico precoce e acesso ao tratamento no SUS fluminense

Reunião com especialistas marca nova etapa para ampliar diagnóstico precoce e acesso ao tratamento no SUS fluminense

O câncer de mama segue como um dos tipos que mais matam mulheres no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados mais de 70 mil novos casos por ano no país, e a doença ainda figura entre as principais causas de morte por câncer na população feminina. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) vem há meses trabalhando na reestruturação da linha de cuidado da doença no estado.

Nesta terça-feira (29/4), uma reunião estratégica reuniu especialistas de referência nacional para discutir as mudanças estruturais no atendimento às pacientes. A proposta é reorganizar o modelo de assistência, enfrentando, por exemplo, o diagnóstico tardio, um dos principais desafios apontados por gestores.

“O câncer de mama é uma doença que acomete muitas mulheres no estado do Rio de Janeiro e ainda tem uma elevada letalidade. Diagnosticamos casos muito tardiamente e, com isso, o prognóstico das mulheres fica prejudicado”, ressaltou o coordenador de Saúde das Mulheres da SES-RJ, Antônio Braga.

A linha de cuidado é justamente o modelo que organiza toda a jornada da paciente dentro do sistema de saúde. Trata-se de um plano que define desde o rastreamento, como e quando realizar mamografias, até o diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. Na prática, estabelece protocolos, fluxos e responsabilidades para garantir que a paciente percorra o caminho adequado com mais agilidade e qualidade.

“A reorganização da linha de cuidado do câncer de mama no Rio de Janeiro é uma oportunidade de identificar perspectivas para melhorar o acesso, ampliar a realização da mamografia e garantir o tratamento precoce. Um exemplo prático do que define a linha de cuidado é a organização de com quantos anos a mulher faz mamografia, onde faz, se deu resultado alterado, onde trata, como faz. Isso, sem dúvida algum, fortalece a pauta do câncer de mama”, explicou Braga.

A reunião contou com a participação de especialistas, como o presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro, Silvio Silva Fernandes, o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia do Rio de Janeiro, Eduardo Bruno Giordano, o diretor do INCA III, Marcelo Bello, o membro da Academia Brasileira de Mastologia, Carlos Ricardo Chagas, e a enfermeira sanitarista Renata Maciel, do Instituto Nacional de Câncer.


Link para fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1ZOopIeVVq4_iez77kptoHPeQAk5pvq-a