Secretária Claudia Mello destacou o papel do Centro de Inteligência em Saúde (CIS-RJ), inaugurado em junho de 2023
A secretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Claudia Mello, participou nesta sexta-feira (10) de uma pesquisa conduzida pela Fundação Getúlio Vargas, por meio da área FGV Saúde, que investiga o impacto dos Determinantes Sociais em Saúde (DSS) na resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia de Covid-19 no Brasil.
O estudo é coordenado pelo professor Adriano Massuda e conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A iniciativa busca compreender como fatores como renda, escolaridade, território e acesso a serviços influenciaram o desempenho do SUS, especialmente na produção ambulatorial e hospitalar, além de identificar estratégias de gestão que contribuíram para a resiliência do sistema.
Durante a participação, Claudia Mello destacou o papel do Centro de Inteligência em Saúde (CIS-RJ), inaugurado em junho de 2023, como um marco no uso de tecnologia e processos digitais na saúde pública. O espaço reúne diferentes sistemas de monitoramento e vigilância, como o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), permitindo a análise de dados em tempo real sobre emergências sanitárias, doenças de notificação compulsória e possíveis surtos.
Segundo a secretária, a criação do CIS foi impulsionada pela necessidade de consolidar informações durante a pandemia, ampliando a capacidade de resposta do estado. “Os painéis de monitoramento permitem entender melhor o comportamento das doenças e agilizar a tomada de decisão nas unidades de saúde”, afirmou. Na entrevista, a gestora também fez um balanço da atuação da SES-RJ durante a pandemia, ressaltando o papel da vigilância sanitária e sua experiência como médica geriatra no SUS.
A pesquisa da FGV irá entrevistar gestores públicos de diferentes estados que tiveram atuação relevante no período, com o objetivo de reunir percepções sobre as condições de saúde da população, os impactos da Covid-19 nos atendimentos e na organização da rede, além do papel dos determinantes sociais nos processos de adoecimento e recuperação.