Programa da Secretaria de Estado de Saúde reúne cerca de 120 profissionais e destaca impacto na qualificação do SUS e das unidades hospitalares
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) realizou, nesta quarta-feira (1/4), a recepção de cerca de 120 residentes médicos e multiprofissionais da saúde, em cerimônia no auditório. O encontro marcou oficialmente a integração dos novos profissionais à rede estadual e reforçou o papel estratégico dos programas de residência não apenas na formação de especialistas, mas também no fortalecimento das próprias unidades de saúde e, consequentemente, do Sistema Único de Saúde (SUS).
Representando a secretária Claudia Mello, o subsecretário de Atenção à Saúde, Caio Souza, destacou a importância da qualificação contínua dos profissionais e o impacto direto na assistência à população.
“Quando eu cheguei aqui e vi esse auditório cheio, fiquei surpreso e feliz, porque nós sabemos o cenário hoje da educação no Brasil, de quanto os profissionais procuram se especializar, se qualificar. Isso me alegrou, porque é uma premissa da educação em saúde formar bons profissionais. E eu digo aqui que bons profissionais vocês já são. Vocês já chegaram até aqui. Agora vocês vão se tornar excelentes profissionais”, disse.
O subsecretário também ressaltou o papel dos residentes dentro das unidades da rede estadual. “Vocês vão atuar no campo, nas nossas unidades. A chegada de vocês representa esse padrão de alcançar sempre a excelência e a qualidade. Desejo sucesso na carreira, que vocês venham realmente para fazer a diferença nas nossas unidades e nos ajudar também a melhorar a gestão e trazer a excelência e a qualidade que buscamos sempre na SES”, completou.
A superintendente de Educação em Saúde da SES-RJ, Fernanda Fialho, ressaltou que a presença de programas de residência eleva o nível das unidades hospitalares, transformando-as em ambientes mais dinâmicos e qualificados.
“Eu não tenho dúvida de que as unidades que têm programas de residência são unidades mais qualificadas. A preocupação com a formação faz com que a unidade adquira novas tecnologias, invista em pesquisa, em estudo. E a presença dessa juventude nas nossas unidades também renova, revigora, estimula, faz com que as pessoas não esmoreçam diante das dificuldades”, destacou.
Estruturado pela própria SES-RJ, o programa, segundo a superintendente, vem crescendo ao longo dos anos. “É um programa nosso. A SES constrói o edital, faz o processo seletivo. É um filho que a gente gesta com muito carinho. E o programa vem crescendo, o que é maravilhoso. Temos ampliado tanto a residência médica quanto a multiprofissional, que é muito importante”, explicou.
A coordenadora de Ensino da SES-RJ, Danielle Vargas, reforçou que a residência é considerada o padrão de excelência na formação em saúde e destacou o impacto direto nas unidades. “A residência é a melhor forma de qualificar o profissional para atender as demandas dos serviços de saúde. É uma oportunidade de oferecer formação, mas também de qualificar as nossas unidades. O residente não atua sozinho, ele envolve preceptor, supervisor, equipe. Isso cria um movimento contínuo dentro da unidade”, destacou.
Para ela, esse processo transforma o papel das unidades hospitalares. “A unidade deixa de ser só assistencial e passa a ser uma unidade formadora de profissionais. E isso é muito importante. Não é apenas oferecer excelência na assistência, mas também excelência na formação de novos especialistas para o mercado de trabalho”.
Atualmente, cerca de 120 residentes atuam em 11 hospitais da rede estadual, além de parcerias com instituições de ensino em diferentes regiões. Os programas abrangem diversas especialidades médicas e áreas multiprofissionais, como enfermagem, psicologia, serviço social e saúde cardiovascular.
A programação do evento contou, ainda, com a participação de Camilla Borges, da Comissão Descentralizada Multiprofissional de Residências (Codemur), e Susana Maciel, da Comissão Estadual de Residência Médica do Rio de Janeiro (Ceremerj), reforçando o caráter interinstitucional da formação.
A troca de experiências também foi um dos destaques da cerimônia. O médico João Augusto Antoniol, de 33 anos, que concluiu a residência em Medicina Intensiva no Hospital Estadual Alberto Torres, compartilhou sua trajetória e os desafios enfrentados ao longo do processo.
“A experiência de residência começa com muita ansiedade, porque é uma mudança de paradigma de vida enorme. A rotina é pesada, você incorpora isso para sua vida. Mas o que eu vivi foi um acolhimento muito interessante. O objetivo era fundamentalmente a minha formação, eu não fui visto como mão de obra, mas como alguém que entrou de uma maneira e deveria sair de outra. E foi exatamente isso que eu senti”, relatou.
Já Michelle Sanuto, de 32 anos, destacou os desafios de integrar uma nova modalidade de residência em um hospital. “Foi um processo muito desafiador, porque era a primeira turma multiprofissional. O corpo clínico não estava acostumado com o residente, então foi preciso se inserir, se colocar. Foi desafiador para mim e para todo mundo. Mas eu espero conseguir aplicar tudo o que eu aprendi, tanto como profissional quanto como pessoa”, afirmou ela, que concluiu a residência multiprofissional em saúde cardiovascular, no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac).
A mesa de residentes contou, ainda, com Paola Lugato, médica em hemoterapia, que concluiu a etapa no Hemorio. Ela falou da importância desta fase: "A residência multiprofissional vai além da formação técnica. É um processo de construção humana, crítica e transformadora, centrado no cuidado integral ao paciente".
Na cerimônia, a participação do médico anestesiologista Wagner Ribeiro, preceptor com 46 anos de formação, que ressaltou a importância da atualização constante, da didática e da empatia na formação de novos profissionais.
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