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Programa Nós+Seguras avança na formação de 180 agentes, numa parceria entre as Secretarias de Estado de Saúde, Educação e da Mulher
Capacitação promovida na sede da Secretaria de Saúde reuniu profissionais de 21 municípios que atuam no Programa Saúde na Escola para prevenir violências de gênero

Capacitação promovida na sede da Secretaria de Saúde reuniu profissionais de 50 municípios que atuam no Programa Saúde na Escola para prevenir violências de gênero

Nesta segunda-feira (23/03), a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro sediou o terceiro módulo de formação para 180 profissionais de 50 municípios do estado que atuam na prevenção de violências de gênero em escolas. A iniciativa, iniciada em novembro de 2025, é parte do programa Nós+Seguras, do Governo do Estado, e conta também com a participação das Secretarias de Educação e da Mulher, em parceria com a Associação Serenas. A previsão é alcançar os mais de 600 mil estudantes da rede estadual de educação do Rio de Janeiro.

“Para mudar a realidade das violências contra as mulheres, estamos atuando na prevenção por meio da educação. Temos feito uma pactuação muito importante no espaço escolar, no espaço da saúde e no espaço da nossa rede hospitalar, para que meninas e mulheres sejam respeitadas e tenham autonomia. É importante ter esse diálogo hoje, com um público qualificado da educação, para oferecer um ambiente seguro para adolescentes e mulheres no estado do Rio de Janeiro”, destaca a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

A formação vai ao encontro de um diagnóstico recente apresentado pela pesquisa nacional “Livres para Sonhar”, da Associação Serenas e do Plano CDE, que mostra que 86% dos professores acreditam que a violência baseada em gênero compromete o futuro das meninas e 77% afirmam precisar de capacitação para lidar com o problema nas escolas.

“Essa parceria entre as secretarias e o Grupo demonstra o compromisso que o nosso Governo tem dado para essa pauta. E quando a gente fala nos dados, eu acho que a gente precisa olhar para eles também com um senso de compromisso ético”, pontuou Giulia Luz, superintendente do Enfrentamento às Violências da Secretaria de Estado da Mulher.

O estudo “Livres para Sonhar” aponta também que sete em cada dez professores já perceberam impactos diretos da violência baseada em gênero na vida das alunas, como queda na frequência escolar, dificuldade de concentração, medo de participar das aulas e piora da autoestima. Além disso, 29% dos docentes afirmam se sentir pouco ou nada preparados para discutir o tema com estudantes, enquanto 38% apontam a ausência de protocolos claros como um dos principais obstáculos para lidar com situações de violência.

“Trabalhar com agentes do Programa Saúde na Escola é transformador. São essas pessoas que poderão disseminar conhecimentos para outros profissionais da escola, promovendo uma mudança em cascata e de forma intersetorial que perdurará por muito tempo e resultará na prevenção das violências contra as meninas do estado do Rio de Janeiro”, destaca Amanda Sadalla, diretora-executiva da Associação Serenas.

Representando a Secretaria de Estado de Educação, Luana Tanásio e Deusimar Correa destacaram a necessidade para que as escolas tenham esse espaço de discussão e de aprendizado contra as violências. O programa prevê a formação de profissionais da educação e da saúde, o fortalecimento das redes de proteção, atividades com estudantes e a distribuição de materiais pedagógicos acessíveis, com o objetivo de construir um ambiente escolar mais seguro e atento às desigualdades de gênero.


Link com fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1lU8UtpODssQj5zBxhQeAIlzQWRAhX9Vh?usp=drive_link Créditos das fotos: Mauricio BAZILIO/SESRJ