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Saúde RJ reforça enfrentamento à tuberculose e mobiliza comunicadores na Baixada Fluminense
  Estado amplia diagnóstico, apoio social e ações de informação após aumento de notificações da doença

Estado amplia diagnóstico, apoio social e ações de informação após aumento de notificações da doença

 

O enfrentamento à tuberculose no estado do Rio de Janeiro tem mobilizado gestores, profissionais de saúde e comunicadores populares em diferentes regiões do território fluminense. Como parte dessa estratégia, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) tem ampliado ações de diagnóstico, fortalecido o acompanhamento dos pacientes e investido em informação qualificada para ampliar a conscientização sobre a doença.

Em 2025, foram notificados mais de 18 mil casos de tuberculose no estado. Nesta terça-feira (4/3), foi realizada, em Nova Iguaçu, mais uma oficina da segunda etapa do projeto “Tuberculose: Informação salva vidas”, iniciativa da Rede Criar Brasil que integra as ações de mobilização e educação em saúde desenvolvidas no estado.

O encontro reuniu produtores de conteúdo, jornalistas, influenciadores digitais e músicos da cidade e de toda a Baixada Fluminense. Pela manhã, os participantes acompanharam uma roda de conversa com especialistas. À tarde, foram convidados a produzir conteúdos para suas próprias redes sociais, ampliando o alcance das informações qualificadas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.

A apoiadora técnica em mobilização social da Gerência de Tuberculose da SES-RJ, Suzete Younes, destacou que a estratégia aposta na comunicação de base territorial. “Nosso objetivo é reunir mídia-ativistas e influenciadores comprometidos com causas sociais para montar uma rede de comunicadores populares. Queremos produzir e divulgar informações de qualidade sobre tuberculose em linguagem acessível, que alcance comunidades, grupos sociais e culturais”, afirmou.

A segunda fase do projeto aprofunda o conteúdo técnico e fortalece o planejamento das mensagens. A apoiadora técnica explica que, nesta etapa, o foco é nas informações sobre a tuberculose e na construção de uma rede  de comunicação permanente, visando a disseminação das informações, em especial nas redes sociais e mídias comunitárias. 

Além da mobilização social, a SES-RJ vem ampliando medidas estruturais. Entre elas, a expansão da rede laboratorial e a logística com motoboys para transporte de amostras, reduzindo o tempo de diagnóstico. Desde o fim de 2024, também está em vigor um auxílio-alimentação de R$ 250,00 para pacientes em tratamento nos 92 municípios fluminenses, além da articulação com a Secretaria de Estado de Transportes (Setran-RJ) para garantir o Vale Social.

Para a coordenadora do Núcleo de Educação, Pesquisa e Inovação (Nepi) da Gerência de Tuberculose da SES-RJ, sanitarista Anna Carolina Nobrega, enfrentar a doença exige informação e engajamento. “A tuberculose tem diagnóstico e tratamento gratuitos pelo SUS, mas ainda é cercada de desinformação. Quando qualificamos comunicadores e aproximamos o tema da realidade dos territórios, aumentamos as chances de diagnóstico precoce e adesão ao tratamento”, ressaltou.

A coordenadora da Rede Criar Brasil, Adriana Brasil, enfatizou o papel estratégico das redes sociais na nova etapa. “A gente está usando essa ferramenta poderosa que é a internet para disseminar o máximo de informações possíveis. Temos tido um impacto muito significativo, com alcance, compartilhamentos e comentários relevantes. Muitas pessoas relatam que achavam que a tuberculose nem existia mais”, afirmou.

Ela também destacou a importância da parceria com o poder público. “Somos uma instituição de comunicação e não temos o expertise técnico em saúde. Ter a Secretaria de Estado de Saúde junto, trazendo uma sanitarista para apresentar o conteúdo de forma clara e acessível, é fundamental para enfrentar de forma eficiente esse problema no estado”, disse.

Com 24 municípios prioritários para o enfrentamento da tuberculose — Belford Roxo, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Japeri, Mesquita, Niterói, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, São gonçalo, São João de Meriti, Volta Redonda, Itaboraí, Queimados, Itaguaí, Itaperuna, Magé, Nilópolis, Resende, Cabo Frio, Macaé, Petrópolis, Angra dos Reis, Maricá e Rio das Ostras — e 50 unidades prisionais, o desafio permanece. Mas a aposta na informação como ferramenta de saúde pública busca transformar seguidores em multiplicadores e redes sociais em aliadas no combate à doença.

Já tem gente nova nesse time, como a influenciadora digital Samanta Moneratty, de 32 anos. "Estou muito feliz pela oportunidade.  Aprendi muito hoje e lembrando que informação salva vidas", disse ela

A influenciadora digital Katiele Cristina, de 20 anos, fez coro à fala e pretende se tornar uma pulverizadora dessas informações. "Fui convidada para fazer parte desse grupo maravilhoso. Simplesmente amei essa palestra, que falou sobre um tema tão importante. Muitas dessas informações eu não tinha conhecimento. Fico muito feliz de poder compartilhar com os meus seguidores", destacou.

 

Link para fotos:https://drive.google.com/drive/folders/12Job9mXQ_wtsp0686iDkYLz9PRCzlYid