×
IEDE é habilitado pelo Ministério da Saúde para ser referência em doenças raras no estado
Evento na Secretaria de Saúde reforça ações de conscientização entre funcionários da rede

Evento na Secretaria de Saúde reforça ações de conscientização entre funcionários da rede


O Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE) foi habilitado nesta sexta-feira (27/02), pelo Ministério da Saúde, para ser referência em atendimento a doenças raras no estado e passa a receber um aporte de R$ 634 mil por ano da União. O anúncio foi feito hoje durante o evento realizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) sobre conscientização de Doenças Raras.

No Brasil, mais de 13 milhões de pessoas convivem com alguma dessas enfermidades, que, em sua maioria, apresentam caráter crônico e progressivo, com origem genética em aproximadamente 80% dos casos. Atualmente, existem de 6 a 8 mil doenças raras já identificadas no mundo, como fibrose cística, nanismo e raquitismo. No IEDE, os pacientes realizam consultas, exames e recebem tratamento gratuito pelo SUS.

Para celebrar o Dia Mundial e Nacional das Doenças Raras, em 28 de fevereiro, a SES-RJ promoveu um evento alusivo ao tema, voltado aos funcionários. No encontro, foi exibido o curta-metragem "Cores de Maria", dirigido por Pedro Henrique Moutinho. O filme retrata a história de amor entre Maria, uma fisioterapeuta, e Teodoro, um paciente com Distrofia Muscular de Duchenne.  Cristina Penna, coordenadora de Doenças Raras da SES-RJ, destacou a importância do evento e as ações do estado para o grupo.

“Todo ano realizamos uma ação para conscientizar profissionais sobre as doenças. A coordenação foi criada há dois anos e tem trabalhado para implantar uma linha de cuidados para pacientes no estado. A previsão é que, em março, seja implantado o Sistema de Notificação de Doenças Raras no IEDE, HUPE e APAE, para depois ser ampliado para os 92 municípios do estado. Ainda no primeiro trimestre deste ano, vamos inaugurar o primeiro polo de epidermólise bolhosa no IASERJ. São ações importantes que buscam fazer com que as doenças raras deixem de ser invisíveis”, declarou a coordenadora.