A Planificação da Atenção à Saúde visa qualificar profissionais e ordenar os fluxos de atendimento de condições crônicas na rede de Atenção Primária
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) lançou nesta sexta-feira (30/01) o programa de Planificação da Atenção à Saúde (PAS) na Região da Baixada Litorânea. O evento ocorreu em Armação dos Búzios e mobilizou gestores e técnicos para integrar as secretarias municipais aos novos fluxos de atendimento. A iniciativa foi desenvolvida pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e conta com o apoio técnico da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro.
O objetivo do projeto é identificar os pacientes de baixa complexidade do SUS que possuem o maior risco de evolução para quadros agudos e evitar o agravamento dos casos. Na prática, haverá um rastreio da jornada de cada paciente por uma equipe multiprofissional, que, com diferentes saberes, apoiará o diagnóstico e as condições terapêuticas. A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, participou do evento de lançamento da Planificação, que marca o início de diversas oficinas para profissionais de saúde das Atenções Primária e Atenção Ambulatorial Especializada.
“Com a Planificação, nosso objetivo é melhorar a qualidade do atendimento no SUS ao reduzir as demoras enfrentadas pelos pacientes. A ideia é aprimorar a rede de saúde aliando assistência, educação, supervisão e pesquisa para que o fluxo entre o posto de saúde e o especialista seja rápido e eficiente. E, assim, evitar a peregrinação dos usuários na rede de atenção à saúde”, destacou a secretária.
O cronograma estruturado pelo Conass para o programa de Planificação se baseia em quatro pilares: assistencial, educacional, de supervisão e de pesquisa. O assistencial foca no atendimento ao paciente e é executado por uma equipe de diferentes áreas que trabalham de forma integrada para unir diversos conhecimentos e otimizar o tratamento clínico. O educacional é voltado ao ensino e à capacitação dentro do sistema de saúde para três públicos: profissionais da Atenção Primária à Saúde, os da Atenção Ambulatorial Especializada e os usuários dos ambulatórios.
“Acreditamos que o sucesso da Planificação, já comprovado em outros estados como Minas Gerais e Paraná, também se repetirá aqui no Rio. Outros estados, como Rondônia e Maranhão, já demonstraram a importância desta abordagem. Com a motivação e a responsabilidade de cada gestor, é possível construir um modelo de excelência, replicável em outras regiões. Tenho certeza de que colheremos os resultados e o tempo demonstrará o impacto positivo desta iniciativa”, afirmou o secretário executivo do Conass, Jurandi Frutuoso.
Já o pilar de supervisão funciona como um mecanismo de suporte e controle do sistema. Ele envolve o apoio institucional às equipes da Atenção Primária e acompanha o fluxo do paciente e a integração entre Atenção Primária e Especializada. O pilar de pesquisa apoia as outras ações (assistenciais, educacionais e supervisionais) com uma base científica e operacional para o trabalho. Essa etapa avalia os mecanismos da rede pública de saúde com base em evidências científicas. As duas próximas oficinas de capacitação acontecerão nos dias 2 e 3 de fevereiro, na sede da SES-RJ.
“Iremos apoiar a Planificação e avaliar se a integração, de fato, está acontecendo. Um paciente poderá, por exemplo, ser atendido em Búzios e encaminhado rapidamente para São Pedro da Aldeia, com o fluxo apropriado dentro de uma mesma rede de atenção para evitar demoras no atendimento. A implantação é gradual e a Secretaria seguirá monitorando cada etapa”, explicou o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ, Mário Sérgio Ribeiro.