Atividades promovidas pelas prefeituras ocorrerão em janeiro e fevereiro com apoio da Secretaria a 26 municípios do estado
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) vai realizar uma série de ações de conscientização e combate à hanseníase durante o Janeiro Roxo. Ao longo do mês, a pasta promoverá palestras sobre o tema em unidades do estado, além de coordenar atividades em janeiro e fevereiro em apoio às iniciativas de prefeituras de 26 municípios fluminenses, dentre eles Duque de Caxias, Piraí e São Gonçalo. O objetivo das ações é reforçar a importância do diagnóstico precoce e combater o estigma provocado pela hanseníase, visando erradicar a doença no estado.
As palestras vão ocorrer entre os dias 21 e 29 de janeiro no Instituto Estadual do Cérebro (IEC), no Rio Imagem Baixada, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Colubandê, no Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), no Hospital Estadual João Batista Cáffaro e também no Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC).
A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, de evolução lenta e silenciosa, provocada pela bactéria Mycobacterium leprae. A enfermidade se manifesta principalmente atingindo a pele, as mucosas e os nervos periféricos (braços e pernas), com capacidade de ocasionar lesões neurais. A pessoa infectada pode ter danos irreversíveis, caso o diagnóstico seja tardio ou o tratamento inadequado.
Por conta disso, a hanseníase é considerada um importante problema de saúde pública no país, sendo de notificação compulsória e investigação obrigatória. Em 2024, foram contabilizados 583 novos casos em todo estado. Em 2025, de janeiro a outubro houve o registro de 498 novos casos, conforme a Gerência de Hanseníase da SES-RJ.
“A Gerência Estadual de Hanseníase não tem poupado esforços estratégicos para o enfrentamento da doença junto às populações em situação de maior vulnerabilidade, reconhecendo o papel central da Atenção Primária à Saúde na detecção precoce, no tratamento oportuno e na redução das incapacidades”, afirmou André Luiz da Silva, enfermeiro sanitarista da SES-RJ e doutor em Saúde Coletiva.
Nesse contexto, segundo ele, destaca-se a atuação dos profissionais do Programa Mais Médicos, que, ao estarem inseridos em territórios marcados por iniquidades sociais, ampliam o acesso aos serviços de saúde, fortalecem o vínculo com as comunidades e contribuem de forma decisiva para a identificação de casos suspeitos, acompanhamento das pessoas acometidas e ações de educação em saúde.
“A integração entre a gerência estadual e esses profissionais potencializa a qualificação do cuidado, a vigilância ativa e a redução do estigma associado à hanseníase, reafirmando o compromisso do SUS com a equidade e a atenção integral à saúde”, destacou André Luiz.
Trabalho intensificado
No ano passado, a secretaria intensificou as ações de combate à hanseníase no estado com o Programa Roda-Hans. Com o apoio de uma unidade móvel - a Carreta Roda Hans -, a SES-RJ fez 872 atendimentos relativos à doença ao percorrer cinco municípios entre 28 de outubro e 28 de novembro. Em 2024, a pasta realizou 340 atendimentos com a unidade móvel, que visitou três municípios na ocasião.
O projeto Roda-Hans integrou assistência e ensino ao realizar atendimentos supervisionados por profissionais especializados, ao mesmo tempo em que qualificou as equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) para a identificação precoce da hanseníase, prevenindo sequelas e incapacidades físicas decorrentes do diagnóstico tardio.
Os médicos do Programa Mais Médicos para o Brasil foram priorizados na formação por atuarem em territórios de maior vulnerabilidade social, reforçando o papel da APS como coordenadora do cuidado. A iniciativa é resultado de parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), o Ministério da Saúde e a farmacêutica Novartis Brasil, com apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Link de fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1Gdl5TXCW_IB2KPos4ffnmH3OHSbV_egQ