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CedTEA ultrapassa 11 mil consultas para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista
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Serviço conta com uma equipe multidisciplinar especializada no acolhimento e identificação do TEA para ajudar crianças e jovens a montar esse quebra-cabeças

Símbolo do pioneirismo do Governo do Estado do Rio de Janeiro no acolhimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista, o Centro Estadual de Diagnóstico para o TEA (CedTEA) ultrapassou a marca de 11 mil consultas realizadas desde sua inauguração. Desse total, 1.275 laudos foram emitidos, garantindo o diagnóstico adequado para crianças e jovens com a faixa etária de 18 meses a 17 anos 11 meses e 29 dias. Apenas em 2025, até novembro, foram 7.608 consultas.

O CedTEA conta com uma equipe multidisciplinar especializada no diagnóstico, com neurologista, neuropediatra, psiquiatra, psicólogo, neuropsicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, assistente social e nutricionista. O acolhimento se estende às famílias, especialmente às mães que acompanham os pacientes durante a jornada até o diagnóstico.

“O sucesso dos atendimentos reflete o carinho e a qualidade dos profissionais envolvidos no acolhimento a cada paciente. Sabemos da especificidade de cada caso, o objetivo da Secretaria é garantir que essas crianças tenham toda a atenção necessária”, explica a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

No CedTEA, são seis consultórios, dois ginásios para terapia, sala de acolhimento e espaço de reunião para capacitação. No processo de diagnóstico, cada pessoa retorna, de cinco a seis vezes à unidade e passa por pelo menos 12 atendimentos e avaliações de diferentes especialidades médicas, até que ocorra a emissão do laudo. Após o processo, o paciente sai com as orientações para o acompanhamento.

Moradora de Valença, no Sul Fluminense, a dona de casa Verônica Belém foi encaminhada para o Centro após notar mudanças no comportamento da filha, Stefanie Belém Martins, de 7 anos. 

"Tive dificuldades em conseguir o diagnóstico para o caso dela na minha cidade. Logo, fui encaminhada ao CedTea e já estamos há um mês aqui. O comportamento da minha filha no dia a dia sempre me chamou atenção, por isso busquei ajuda. O laudo vai sair no início de janeiro", disse Verônica. "É muito importante que ela seja diagnosticada corretamente para que possa ter a atenção certa para o caso dela na escola e em casa".

Ao fim da jornada, os familiares dos pacientes atendidos passam por uma roda de conversa para compartilhar suas experiências com quem também passou por esse processo. É um momento em que histórias de vida se cruzam, a escuta é coletiva e terapêutica e há um retorno compassivo para as participantes. As reuniões são sempre mediadas por uma assistente social e uma psicóloga que dão suporte às participantes.

"Reconhecer sinais de alerta para o Transtorno do Espectro Autista, confirmar hipóteses e compreender o quadro clínico permite direcionar as intervenções, ajustar expectativas e reduzir riscos de atrasos no cuidado. Da mesma forma, o acolhimento aos pais é uma etapa essencial pois garante que eles recebam informação qualificada, suporte emocional e orientação clara”, explica a superintendente de Cuidado da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, Michelle Gitahy.

Fotos: 
 https://drive.google.com/drive/folders/1zeRI5mStKb8IMTXNtTMN4-mZNeVlyA1K