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Cosud: Representantes dos estados defendem mudanças no modelo de financiamento da Saúde
Ação é prioritária para representantes das secretarias estaduais de saúde, que elencaram avanços e desafios do setor nos dois dias de debates da Câmara Temática do consórcio

Ação é prioritária para representantes das secretarias estaduais de saúde, que elencaram avanços e desafios do setor nos dois dias de debates da Câmara Temática do consórcio

A reformulação do modelo de financiamento da saúde e a atualização da tabela SUS foram destacadas, nesta sexta-feira (05/12), durante encontro da Câmara Temática da Saúde do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), no Rio de Janeiro. Em dois dias de debates, os representantes das secretarias estaduais dos sete estados que compõem o consórcio, apresentaram os avanços em seus estados e elencaram os desafios a serem enfrentados.

Outra proposta aprovada pelo grupo foi a criação imediata de um Comitê Executivo de Saúde dos estados do Sul e Sudeste para que os desafios comuns das regiões sejam enfrentados de forma conjunta e levados ao Ministério da Saúde. Os representantes avaliaram que o modelo adotado pelo Governo Federal para financiar os procedimentos de média e alta complexidade precisa avançar para atender as especificidades dos estados. Um dos pontos destacados foi a complementação que os estados precisam fazer a cada ano para manter os serviços de saúde. 

“A sustentabilidade financeira do nosso Sistema Único de Saúde tem sido uma grande preocupação nos últimos anos. Essa é uma questão comum a todos os estados. Por isso o comitê executivo será de grande importância para discutirmos um modelo mais adequado e harmônico de financiamento que atenda a realidade dos estados”, destacou a secretária de Estado de Saúde do RJ, Claudia Mello.

Com a defasagem do modelo atual, os estados e municípios precisam complementar os valores repassados pelo Ministério da Saúde para que o SUS funcione plenamente. Os estados relataram déficits de até R$3 bilhões que comprometem o orçamento para outras áreas. Para o secretário de Estado de Saúde do Espírito Santo, Tyago Ribeiro, os encontros foram importantes para conhecer iniciativas de estados vizinhos, mas, sobretudo, entender as dificuldades e lacunas do sistema.

“Tivemos reuniões com temas centrais para a saúde em nossos estados, debatemos como o programa Agora tem especialistas acontece em nossas regiões e também o Teto MAC, que é o modelo de financiamento do Governo Federal para a saúde.  Tivemos vários pontos de convergência que serão levados aos governadores para compor a carta a ser entregue ao Governo Federal”, disse.

O diretor-geral da Secretaria de Estado de Saúde do Paraná, César Neves, apresentou a realidade de municípios como Foz do Iguaçu, que fica em área de fronteira com outros países. 

“Hoje encontramos uma realidade muito complexa no que diz respeito ao financiamento. Temos algumas cidades na fronteira brasileira, como Foz do Iguaçu, que atende, na tríplice fronteira, argentinos, brasileiros e paraguaios. É necessário pensar num modelo perene de financiamento que entenda isso e funcione à longo prazo”, apontou César Neves.

 

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Crédito das fotos: Mauricio Bazilio /Ascom SESRJ