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Federalização da RNDS: Saúde do Rio de Janeiro recebe oficina do Ministério da Saúde que reforça construção do “novo SUS” digital
Evento reúne lideranças para avançar na integração nacional de dados e fortalecer a tomada de decisão baseada em informações qualificadas

Evento reúne lideranças para avançar na integração nacional de dados e fortalecer a tomada de decisão baseada em informações qualificadas

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) recebeu, nesta terça-feira (25/11), a terceira Oficina de Federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), com foco no Domínio de Informação e Informática. O encontro, que segue até quarta-feira (26/11), tem como objetivo aprofundar o entendimento técnico e prático dos componentes essenciais para a federalização, fortalecendo a capacidade das equipes estaduais em temas como infraestrutura, arquitetura, segurança, padrões de interoperabilidade e uso qualificado dos dados em saúde.

Na abertura, a secretária de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Claudia Mello, destacou o esforço contínuo da SES-RJ para acompanhar a rápida evolução tecnológica que impacta diretamente os serviços de saúde.

"Temos pensado sobre como transformar a Saúde dentro das mudanças tecnológicas. Criamos fluxos internos com superintendentes e coordenadores para entender e impulsionar essa mudança. A saúde não pode ficar para trás. Temos avançado muito rapidamente, mas precisamos que todos os profissionais acompanhem esse ritmo. A tecnologia veio de uma maneira muito rápida, então surge a necessidade urgente de letrar as equipes nesse sentido", afirmou.

Presente à abertura, o representante do Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS), Elivan Silva, reforçou o caráter histórico do processo de federalização e a relevância da RNDS para a transformação do sistema de saúde.

"O que nós estamos construindo é transformador. Isso vai ser marcado na história como o momento em que planejamos um novo SUS. Esse novo modelo de SUS leva a saúde de forma diferente e acompanha a tecnologia para a população, que é quem mais precisa", destacou.

O subsecretário executivo de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Leonardo Ferreira, também reforçou a importância de integrar informações para melhorar a gestão e o acesso da população.

"O cidadão espera que ele possa ser o centro da política pública e que os dados possam ajudar a tomada de decisão do gestor a um SUS mais eficiente, com economia, com transparência e que, de fato, os dados de forma integrada possam contribuir para o aumento do acesso. Estamos falando de um sistema de saúde para mais de 200 milhões de pessoas, então debater a tecnologia é fundamental. A federalização permite que todos os estados possam falar na mesma linha. Com isso, teremos dados mais assertivos que vão contribuir para a melhoria do acesso à população. Essa oficina reforça o compromisso do SUS, na integração", afirmou o subsecretário.

Governo digital como ferramenta de integração

Na cerimônia de abertura, o secretário de Estado de Transformação Digital do Rio de Janeiro, Feu Braga, destacou o pioneirismo do Governo do Estado e o impacto da transformação digital no serviço público.

"Não adiantaria termos investido em tecnologia e inovação se tudo tivesse ficado guardado em laboratórios ou data centers vazios, como livros novos que ninguém usa. Mas o investimento valeu a pena. Hoje temos um governo digital consolidado, um governo transparente. Nosso sistema de tramitação eletrônica é referência para o Brasil, com mais de 10 milhões de processos. Isso traz eficiência, economia, sustentabilidade e, principalmente, transparência. Qualquer cidadão pode acompanhar, criticar, participar e nos ajudar a melhorar todos os dias. A plataforma GOVRJ, usada pela saúde, já tem mais de 200 mil manifestações avaliando os serviços. Tecnologia só faz sentido se ouvirmos o cidadão e trabalharmos com quem está na ponta. Só conseguimos avançar com integração entre governo federal, estadual e municípios", ressaltou.

Também participaram da mesa de abertura Robson Matos, representando a Coordenação-geral de Inovação e Informática em Saúde (CGIIS), Wilma Madeira, representando o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), e Felipe Ferre, representando o Conselho Nacional de Secretários de Estado de Saúde (Conass).

Ao longo do primeiro dia, também foram realizadas atividades práticas sobre a jornada dos dados e seu uso qualificado. Os participantes conheceram as instalações do Centro de Inteligência em Saúde (CIS) da SES-RJ e participaram de grupos de debates para buscar soluções aplicáveis aos seus estados.

Os estados-piloto Santa Catarina, Piauí, Pernambuco, Goiás e Tocantins também mostraram suas ações em infraestrutura e arquitetura de dados.

Outra atividade importante foi o minicurso "Padrão FHIR no contexto da RNDS". O Fast Healthcare Interoperability Resources (FHIR) é um padrão da organização HL7 para troca de informações de saúde, que organiza dados em entre sistemas de saúde, permitindo que sejam compartilhadas de forma padronizada e eficiente em tempo real. O sistema é essencial para a transformação digital na área da saúde, promovendo a interoperabilidade entre diferentes sistemas e melhorando a coordenação do cuidado.