Unidade recebeu cerca de 130 bebês prematuros este ano e oferece atendimento especializado
O Hospital da Mulher Heloneida Studart, localizado na Baixada Fluminense, é referência no cuidado humanizado e no tratamento de recém-nascidos prematuros. Apenas em 2025, a unidade já recebeu cerca de 130 bebês que nasceram antes do tempo, oferecendo assistência multiprofissional e estrutura completa para garantir a recuperação e o desenvolvimento desses pequenos pacientes.
A unidade dispõe de Unidade de Terapia Intensiva e Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, contando com uma equipe multidisciplinar formada por médicos neonatologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.
“Muitas causas da prematuridade estão ligadas a fatores que podem ser identificados precocemente. Um pré-natal bem feito permite detectar riscos, orientar a gestante e intervir a tempo”, explica o pediatra intensivista neonatologista Dr. José Alberto.
Desde sua inauguração, o hospital oferece a Casa da Mãe, espaço de hospedagem destinado a mulheres que residem a mais de 50 quilômetros da unidade ou em regiões de difícil acesso. O local permite que as mães permaneçam próximas aos filhos internados, fortalecendo o vínculo familiar e participando ativamente do tratamento.
Outro destaque na unidade é a Enfermaria Canguru, onde as famílias podem praticar o método canguru, prática que consiste no contato direto pele a pele entre o bebê e a mãe ou o pai, com o recém-nascido colocado em posição vertical sobre o peito do adulto, de modo semelhante a um “bolso de canguru”. Essa prática auxilia na regulação da temperatura corporal, estabilização da respiração e dos batimentos cardíacos, além de reduzir o estresse e favorecer o ganho de peso.
Banco de leite
Nos casos em que a amamentação direta ainda não é possível, a equipe oferece suporte para a extração e armazenamento do leite materno. O Banco de Leite Humano da unidade amplia sua capacidade de atendimento a cada ano, graças às campanhas educativas promovidas pelo hospital. As doadoras recebem um kit com frascos estéreis e itens de higiene, e podem optar pela entrega do material em casa, facilitando o processo.
Cada bebê prematuro recebe a quantidade de leite prescrita pelo médico, alguns necessitam de apenas 1 ml a cada 3 horas, enquanto outros chegam a 50 ml a cada 2 horas. A demanda diária do hospital é de cerca de 500 ml de leite humano, suficiente para alimentar até seis bebês em todos os horários da dieta. Além da coleta e distribuição do leite, o espaço oferece orientação e apoio à amamentação.
Além do Hospital da Mulher Heloneida Studart, outras três maternidades da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) também são referência no atendimento a bebês prematuros e realizam ações especiais durante o Novembro Roxo: o Hospital Estadual da Mãe (HMãe), em Mesquita; o Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), em Niterói; e o Hospital Estadual dos Lagos Nossa Senhora de Nazareth, em Saquarema.
Campanha Novembro Roxo
Oficializada por lei este ano (Lei Federal Nº 15.198/2025), a campanha do Novembro Roxo reforça a importância dos cuidados com a prematuridade. Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) mostram que, no Rio de Janeiro, mais de 15 mil crianças nasceram prematuras em 2025. São considerados prematuros os bebês que chegam ao mundo antes de 37 semanas de gestação, e essa classificação se divide em quatro categorias: prematuro tardio, moderado, muito prematuro e prematuro extremo.