A atividade visa criar novas estratégias e fortalecer o cuidado integral às crianças com a síndrome congênita do Zika
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), em parceria com a Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Crianças, Adolescentes e Jovens do Ministério da Saúde (CGCRIAJ/MS) e com a Escola de Governo em Saúde Pública da Fiocruz (EBBS/IFF/Fiocruz), promoveu, nos dias 5 e 6 de novembro, a II Oficina de Fortalecimento da Linha de Cuidado para as crianças com a Síndrome Congênita do Zika Vírus e suas Famílias.
Realizada no Espaço Manancial da CEDAE/RJ, a oficina reuniu gestores, profissionais de saúde, representantes da educação, da assistência social e familiares de crianças afetadas. A ideia desse movimento é pensar novas estratégias e fortalecer o cuidado integral às crianças com a síndrome congênita do Zika, que agora estão com cerca de 9 a 10 anos de idade.
“Esta oficina simboliza a importância de pensar políticas de saúde para as crianças e ações de escuta, atenção e acolhimento aos familiares. Passados dez anos da epidemia do zika vírus, precisamos garantir que essas crianças e suas famílias continuem recebendo atenção integral e qualificada em toda a rede de saúde. É uma ação construída a várias mãos, com o compromisso de devolver a essas famílias a esperança e o apoio que merecem”, destacou a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Durante os dois dias de evento, os participantes debateram o mapeamento da rede de serviços e construíram coletivamente propostas de ação voltadas para o fortalecimento da linha de cuidado, orientadas pelos princípios da ética, integralidade e humanização.
“O fortalecimento da linha de cuidado passa, necessariamente, pela integração entre os diferentes níveis de atenção, pelo olhar territorial e pela escuta das famílias. É dessa articulação entre estado, municípios e sociedade civil que nascem as soluções mais efetivas e humanas”, afirmou Halene Armada, superintendente de Atenção Primária da SES-RJ.
Entre as apresentações, destacou-se o relato da coordenadora de Saúde da Criança da SES-RJ, Roberta Serra, sobre o mutirão de cirurgias ortopédicas realizado no Hospital Estadual da Criança, que contemplou procedimentos de correção da displasia do quadril em crianças com a síndrome. Ela ressaltou também a importância do cuidado multiprofissional no pré e pós-operatório, especialmente nas áreas de nutrição e fisioterapia.
“Essas crianças exigem um cuidado contínuo e altamente especializado. Nosso compromisso é garantir que cada uma delas receba o acompanhamento que precisa, desde o diagnóstico até o acompanhamento terapêutico, com a rede funcionando de forma integrada e resolutiva”, afirmou Roberta Serra.
A programação contou ainda com a participação de representantes da Associação de Mães Lótus, que compartilharam experiências e avanços obtidos desde a primeira oficina, reforçando a importância da escuta das famílias na construção das políticas públicas.
Ao final, a II Oficina consolidou propostas que irão compor o Plano Estadual de Ação para o Fortalecimento da Linha de Cuidado da síndrome congênita do zika, com metas de curto e médio prazo para qualificação da rede de atenção.