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FisWeek: Secretaria de Estado de Saúde debate impacto das mudanças climáticas na saúde e bem-estar da população
Novas tecnologias como o painel de excesso de calor do Monitora RJ aprimoram decisões para salvar vidas

Novas tecnologias como o painel de excesso de calor do Monitora RJ aprimoram decisões para salvar vidas

“A saúde depende do equilíbrio entre seres humanos, animais e meio ambiente”, disse Mário Sérgio Ribeiro, subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde do Estado, no painel One Health da Fisweek, que ocorreu esta semana no Rio de Janeiro. O diálogo abordou o impacto das mudanças climáticas sobre o bem-estar da população e as medidas adotadas pela Secretaria de Estado de Saúde para eventos climáticos extremos – que têm sido cada vez mais comuns.

No debate, o assessor especial da Secretaria, coronel Sérgio Simões, e a vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RJ), Michelle Beatrice Fernandes, defenderam a necessidade de se pensar em cidades a partir do bem-estar e da saúde coletiva. A conversa foi mediada pela assessora de inovação da SES-RJ, Emanuela Rainho.

“Existe uma coalizão global para amenizar os efeitos das mudanças climáticas. Não se trata de ufanismo ou romantismo ambiental, somos um só. A saúde humana depende do equilíbrio entre corpo e ambiente, e a saúde única depende do bem-estar de humanos, animais e da flora”, explicou Mário Sérgio Ribeiro, biólogo de formação.

O coronel Sérgio Simões destacou os impactos do aumento na temperatura global notado nas últimas décadas. No Monitora RJ (monitorar.saude.rj.gov.br) há um painel de excesso de calor que permite visualizar com cinco dias de antecedência períodos em que a temperatura se torna um risco. Os dados embasam alertas epidemiológicos que são enviados aos municípios e unidades de saúde para atender problemas de saúde relacionados ao calor extremo.

O assessor especial da SES, coronel Simões, enfatizou a importância da integração entre pesquisa, o uso de dados e os órgãos governamentais para garantir a segurança da população, especialmente das pessoas que vivem em áreas de risco ambiental e geológico.

“Temos avançado nas pesquisas o que possibilita, junto às previsões meteorológicas, a adoção de medidas que garantam a segurança da população fluminense. Precisamos mapear os bairros em que há maior risco e organizar as respostas”, aponta Simões.

A vice-presidente da CAU destacou a integração entre saúde e território, e apontou a necessidade de pensar ações que mitiguem as consequências de eventos adversos extremos. Logo após, o subsecretário de Vigilância, Mário Sérgio, argumentou que a sustentabilidade é a chave para o futuro, e que o ecocentrismo deve orientar as políticas públicas.