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Especialistas destacam avanços no atendimento a pessoas com autismo durante a FisWeek 2025
  Experiências do CedTEA e do Espaço Azul TEAcolhe mostram como o acolhimento e o tratamento integrados têm transformado vidas no estado do Rio de Janeiro

Experiências do CedTEA e do Espaço Azul TEAcolhe mostram como o acolhimento e o tratamento integrados têm transformado vidas no estado do Rio de Janeiro

No terceiro dia do FisWeek 2025, nesta sexta-feira (07/11), o tema da vez foi o Transtorno do Espectro Autista (TEA). As convidadas do “Nosso Papo Agora é”, no estande da Secretaria de Estado de Saúde, foram Michelle Gitahy, superintendente do Centro Estadual de Diagnóstico para o Transtorno do Espectro Autista (CedTEA), e a coordenadora do Espaço Azul TEAcolhe de, Miguel Pereira, Camila Miranda. Elas destacaram o acolhimento ao paciente, diagnóstico e tratamento.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022, no estado do Rio de Janeiro existem mais de 215 mil cidadãos autistas. No Brasil, são 2,4 milhões de brasileiros, que representam 1,2% da população nacional. As linhas de cuidados, implantadas em 2024 no estado com a criação do CedTEA, vêm oferecer atendimento especializado a esse grupo pelo SUS.

Desde a sua inauguração, em abril de 2024, até abril de 2025, o primeiro Centro de Diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista do estado do Rio já realizou mais de 5 mil diagnósticos de crianças e jovens, com até 17 anos com transtornos. Michelle Gitahy destacou a linha de cuidado oferecida pela unidade.

“O Centro Estadual de Diagnóstico foi pensado para acolher o paciente e a família de forma integral, além de ser uma unidade multiplicadora de conhecimento para os demais municípios. Foi algo inédito, desafiador e de excelência, que se tornou possível no Sistema Estadual de Saúde”, declarou Michelle Gitahy.

Para a coordenadora do Espaço Azul TEAcolhe, Camila Miranda, o tratamento de pessoas com transtorno do espectro autista transforma vidas. Miguel Pereira inaugurou o espaço em agosto do ano passado e realiza mais de 100 atendimentos por dia.

“Temos 73% de taxa de continuidade em nosso espaço para diagnóstico e tratamento. Prestamos assistência com terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, psicóloga, psicopedagoga e fisioterapeuta. Tivemos paciente, que depois do acolhimento, passou a caminhar. Isso transforma a vida das famílias”, revelou Camila Miranda.