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Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia é referência em tratamento para pacientes com obesidade extrema no Estado do Rio
Ambulatório atende, em média, 1.300 pessoas por mês, em ambiente humanizado e acolhedor

Ambulatório atende, em média, 1.300 pessoas por mês, em ambiente humanizado e acolhedor

O Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE) é referência em cuidados a pacientes com obesidade extrema no estado do Rio de Janeiro. O ambulatório especializado atende, em média, 1.300 pacientes por mês, em ambiente humanizado e acolhedor, com especialidades como endocrinologia, nutrição, psicologia, psiquiatria, assistente social e educador físico. Além disso, o IEDE dispõe de balanças especiais para aferir o peso de pessoas com até 300 quilos. 

Internada desde março deste ano, Viviane da Silva Moreira, de 39 anos, moradora de Quintino, na Zona Norte do Rio, já perdeu mais de 100 quilos.  Quando chegou à unidade, ela não conseguia mais levantar da cama. “Tenho obesidade desde a juventude. Tive altos e baixos e estava em um ponto que precisava de auxílio para tudo na minha casa. Meus filhos me ajudaram até nos cuidados pessoais”, lembra Viviane, mãe de 3 filhos, manicure. 

Hoje, a paciente já caminha pelo quarto com a ajuda de uma bengala e está otimista com o futuro. “Tenho indicação para a cirurgia bariátrica, mas ainda estou aguardando a melhoria da minha saúde. Achava que era impossível perder tanto peso assim, era um sonho distante. Fico pensando no tempo com os meus filhos, especialmente a mais nova, que tem 12 anos e não me conhece mais ativa”, afirmou Viviane.  

As pessoas com obesidade extrema (classe 4 e 5)  têm como classificação o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 50/60. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 650 milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas pela obesidade, sendo  uma das doenças crônicas mais comuns no mundo. Os desafios para o tratamento ainda são inúmeros, tornando a implantação do ambulatório ainda mais expressiva. 

“São pacientes muito excluídos porque vivem com aquele estigma de que ele tem obesidade porque é culpa dele, como se assumisse a responsabilidade da doença para si, que é algo que a gente não observa em nenhuma outra doença. A estruturação física e o cuidado de linguagem também são fundamentais para toda a equipe de atendimento”, explica a endocrinologista Lívia Lugarinho, chefe do Serviço de Obesidade, Transtornos Alimentares e Metabologia (SOTAM) do IEDE. 

A enfermaria do IEDE passou por adequações para o melhor atendimento. As portas foram ampliadas para permitir a passagem de sete novas camas com balanças, além da construção de vasos sanitários especiais. O espaço dispõe ainda de cadeiras próprias para atendimentos com mais segurança, uma fita métrica e uma balança adequada, além de um aparelho de pressão com manguito com tamanho diferenciado. A equipe transdisciplinar torna o ambiente ainda mais acolhedor. 

“Nossa equipe é transdisciplinar porque nenhum profissional é acima do outro na cadeia de atendimento.  O nutricionista, o profissional de educação física, o psiquiatra, o psicólogo, o endocrinologista e o assistente social são indispensáveis ao tratamento, cada um com a sua contribuição”, afirmou Lívia.

O IEDE recebe pacientes com índice de massa corporal acima de 35, que é o critério de encaminhamento para atenção especializada. Os pacientes são recebidos via Central Estadual de Regulação e atendidos no ambulatório,  são tratados com ferramentas não farmacológicas, mas também têm indicação de tratamento medicamentoso por conta da obesidade e do índice de massa corporal.  “A obesidade por si só é associada a mais de 200 doenças, sendo a principal causa de mortalidade é a doença cardiovascular.  Com o trabalho humanizado de cada área, é possível reverter o excesso de peso, garantindo qualidade de vida para os pacientes”, conclui a especialista.


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