Seminário promovido pela SES-RJ reforça compromisso com a erradicação da transmissão de HIV, sífilis e hepatite B da mãe para o filho
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) promoveu, nesta sexta-feira (03/10), o "Seminário sobre a Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical". O evento representa um marco no compromisso do estado em eliminar a transmissão de HIV, sífilis e hepatite B de mãe para filho, mobilizando gestores, profissionais de saúde e representantes do Ministério da Saúde (MS). O objetivo é garantir que nenhum bebê nasça infectado por essas doenças evitáveis.
A atividade aconteceu no Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen), no Centro do Rio. Representando a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Mário Sergio Ribeiro, destacou a importância do fortalecimento do trabalho nas unidades de saúde.
"O maior desafio é erradicar a transmissão vertical, mudando o processo e interrompendo a transmissão de agravos. Precisamos nos aliar para mudar esse cenário. A Secretaria de Estado de Saúde se compromete a apoiar as equipes na ponta, reconhecendo que essa tarefa precisa do nosso apoio e do Ministério da Saúde. É um desafio transformar o cenário do Rio de Janeiro, que historicamente tem indicadores desfavoráveis", ressaltou o gestor.
A gerente de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/AIDS da SES-RJ, Juliana Rebello, destacou que o seminário marca o início do processo de certificação no estado para o ano de 2026, promovido pelo MS.
"Essa é uma iniciativa do Ministério da Saúde que visa reconhecer os municípios que alcançam indicadores positivos na eliminação da transmissão vertical, ao mesmo tempo em que oferece apoio técnico aos que ainda enfrentam desafios. A ação busca reativar a discussão sobre o processo, abordando dificuldades como os casos de crianças infectadas pelas mães", destacou.
Integração, indicadores e ferramentas de monitoramento pautaram as discussões
O seminário apresentou o panorama atual da certificação no estado e os critérios utilizados para HIV, sífilis e hepatite B. Foram debatidos os principais desafios enfrentados pelos municípios e as estratégias para superá-los, como a criação de comitês de investigação, linhas de cuidado materno-infantil e o uso de ferramentas de monitoramento, entre elas o painel da certificação, o Go Data e o Tabnet.
Segundo Cristiano Francisco da Silva, da Coordenação-Geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, o processo de certificação vem avançando desde 2017, com mais de 150 municípios reconhecidos por boas práticas. Iniciado em 2025, o processo envolve o acompanhamento técnico das localidades com melhores indicadores. Mesquita, Volta Redonda e Teresópolis estão na fase final de avaliação — com Volta Redonda podendo ser o primeiro município a receber o selo de eliminação da sífilis no estado.